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A população de borboletas-monarca no México cresceu 64% no inverno de 2026 em relação ao ano anterior, segundo dados da WWF México, detalhados em reportagem do The Guardian. As colônias ocuparam 2,93 hectares de floresta, antes, o ciclo anterior apontava 1,79 hectare. Trata-se do maior nível desde 2018.
Apesar do avanço, o número ainda está bem abaixo dos cerca de seis hectares considerados por cientistas como necessários para garantir a sobrevivência da espécie a longo prazo.
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Todos os anos, milhões de monarcas percorrem cerca de 4.800 quilômetros do Canadá até o México, em uma das migrações mais representativas do planeta. Esse ciclo, no entanto, lida com desafios como a perda de habitat, pela crise climática e pelo uso de herbicidas.
Nos Estados Unidos, produtos como glifosato e dicamba reduziram a presença da milkweed, planta essencial para a reprodução da espécie. Já no México, o avanço do cultivo de abacate em áreas florestais contribuí para a degradação do habitat.
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O tema protagoniza embates políticos. Uma proposta para classificar a espécie como ameaçada nos Estados Unidos foi adiada, o que levou organizações ambientais a acionarem a Justiça. “Seria imperdoável que essa migração colapsasse por falta de ação”, afirmou Tierra Curry, do Center for Biological Diversity.
Ações de conservação têm gerado resultados. O desmatamento ilegal na área central da Reserva da Biosfera da Borboleta Monarca caiu de cerca de 500 hectares em 2003-2004 para apenas 2,55 hectares entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025.
“Um dos maiores êxitos desse trabalho é que o desmatamento ilegal na área central da reserva foi praticamente erradicado desde 2008”, afirmou a diretora da WWF México, María José Villanueva.
Ainda assim, a recuperação recente precisa ser vista com certo receio. Em 1995, as borboletas ocupavam mais de 18 hectares no México. Hoje, o crescimento indica uma melhora pontual, mas a espécie segue sob pressão, e depende de políticas coordenadas entre países para evitar novos declínios.

Fonte: Um Só Planeta