Polícia interrompe velório de mulher morta após cesárea em Pederneiras

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Eliane Aparecida da Silva tinha 35 anos (Foto: Reprodução/TV TEM)

A Polícia Civil de Pederneiras (SP) abriu inquérito para investigar a morte de Eliane Aparecida Silva, de 35 anos, que morreu horas após o nascimento de sua filha. A família ficou indignada com a morte e registrou um boletim de ocorrência. O velório precisou ser interrompido pela polícia para que o corpo de Eliane fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com o marido da vítima, Marcelo da Silva, Eliane estava grávida de nove meses e procurou a Santa Casa com muitas dores na segunda-feira (14). Eliane foi medicada e voltou para casa. Porém, no outro dia as dores aumentaram, ela precisou ser internada  e ser submetida a uma cesárea, que teria ocorrido bem. Contudo, horas depois do parto, Eliane passou mal e morreu. Para a família, não houve atendimento médico adequado.

“Eu não sei explicar realmente o que houve. A gente fica com as mãos atadas. Em nenhum momento ninguém chegou e falou que lutou, que fez isso, fez aquilo ou que levou para UTI. Nenhum médico foi até mim. Ela não teve o atendimento que deveria ter tido”, afirma Marcelo.

Segundo o marido, a família foi orientada pelo hospital a providenciar o velório rápido para a vítima pois o corpo não suportaria passar mais de 10 horas. Durante o velório, os familiares decidiram registrar um boletim de ocorrência de morte suspeita.

A polícia, diante do registro, precisou interromper o velório para encaminhar o corpo de Eliane ao Instituto Médico Legal (IML) para que fosse realizado exame toxicológico e necropsia no cadáver que irão apontar as causas da morte.

“A família quer somente saber o que levou a morte. A família não está afirmando e nem apontando uma eventual negligência. Só quer a certeza, porque era uma mulher saudável, de 35 anos, que já tinha três filhos e que morreu no nascimento do quarto filho. Então, abrimos inquérito para descobrir as causas da morte e vamos aguardar os resultados do laudo do IML”, afirma delegado Richard Serrano.

Ainda segundo o delegado, um exame que mostra quais medicamentos foram usados antes e depois da cirurgia foi solicitado e enfermeiras já foram ouvidas. “A família informou que Eliane era alérgica a alguns tipos de remédios. Então, os exames vão mostrar quais medicamentos ela recebeu.”

A Santa Casa  de Pederneiras informou que não vai se pronunciar sobre o caso no momento, mas, posteriormente, vai divulgar uma nota esclarecendo o assunto.

Fonte: G1

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