Polícia Federal identificou hacker que invadiu sistema do STJ, diz diretor-geral

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O diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, informou à TV Globo que a Polícia Federal identificou o hacker que invadiu o sistema do Superior Tribunal de Justiça, (STJ), o que causou a suspensão de julgamentos e várias medidas de segurança internas.

Um inquérito aberto pela PF apura o caso. Segundo Rolando de Souza, o suposto invasor pediu pagamento resgate em troca da não destruição dos dados roubados do sistema.

Ele não disse o valor do resgate, segundo o delegado, mas mencionou que havia um servidor na Suíça onde supostamente as informações capturadas pelo hacker teriam sido armazenadas.

O autor da invasão ao sistema do STJ seria o mesmo que teria feito tentativa semelhante no Ministério da Saúde.

O diretor-geral não quis informar a nacionalidade do suspeito, nem se é homem ou mulher. A investigação tramita em sigilo na Polícia Federal.

Na noite desta quinta-feira, em transmissão ao vivo por uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a PF já havia identificado o autor. Na ocasião, a PF informou que não iria se manifestar.

“Alguém entrou no STJ, pegou tudo e pediu resgate (risos). É o Brasil, né? A PF entrou em ação imediatamente. Tive informação do diretor-geral, e ele já foi elogiado pelo presidente do STJ pelo que ele conseguiu. Já descobriu o hacker”, afirmou Bolsonaro.

O delegado Rolando de Souza retornou a Brasília após participar da comitiva do vice-presidente Hamilton Mourão, que sobrevoou áreas da Floresta Amazônica com embaixadores de outros países.

Nota do STJ

Nesta sexta-feira (6), o presidente do STJ, Humberto Martins, divulgou nota na qual informou que, na próxima segunda-feira (9), o sistema do tribunal estará disponível para ministros e servidores e, no dia seguinte, serão retomados os julgamentos.

Segundo ele, as informações dos 255 mil processos em tramitação no tribunal estão preservadas.

Leia abaixo a íntegra da nota.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) informa que o trabalho de restabelecimento dos sistemas de tecnologia da informação e comunicação do tribunal está evoluindo conforme o esperado, estando o backup 100% íntegro, bem como os dados dos cerca de 255 mil processos que tramitam na Corte.

Já é possível assegurar que no próximo dia 9 de novembro, segunda-feira, o Sistema Justiça estará operante e disponível aos ministros e servidores da Corte. Trata-se do sistema que reúne as principais funcionalidades relacionadas tanto ao processo eletrônico quanto aos julgamentos colegiados. Os serviços oferecidos aos usuários externos também poderão ser acessados pelo site do tribunal.

Os processos encaminhados à Presidência estão sendo examinados e decididos dentro dos prazos estabelecidos na legislação processual.

No dia 10 de novembro, terça-feira, o STJ poderá retomar suas atividades judicantes, suspensas desde a última quarta-feira (4) após o ataque hacker. Com isso, o plantão que vem sendo exercido pela presidência será encerrado, devendo ser retomados os prazos processuais, nos termos da Resolução 25/2020, do Presidente do STJ.

O STJ segue contando com a colaboração do Comando de Defesa Cibernética do Exército brasileiro e acompanhando, diariamente, a investigação realizada pela Polícia Federal. Todos os dados relativos ao ataque cibernético apurados pela equipe do STJ já foram enviados ao órgão de apuração competente.

Ministro Humberto Martins Presidente do STJ/CJF

Fonte: G1

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