Peru prorroga suspensão de voos de Brasil, África do Sul e Índia

O Peru aumentou nesta segunda-feira (26) a capacidade em restaurantes e shoppings, mas estendeu a suspensão de voos da África do Sul, Brasil e Índia na tentativa de conter infecções com novas variantes do coronavírus.

A suspensão, que vai valer até 15 de agosto, visa “evitar possíveis infecções massivas com as diversas variantes que circulam nesses países”, segundo uma norma publicada no Diário Oficial.

A extensão coincide com o aumento de casos da variante Delta no país, inicialmente detectadas na Índia. O primeiro caso de contágio por essa variante foi relatado em 9 de junho, em Arequipa, a 1.000 km de Lima. Agora são 19 casos, dos quais 15 são na capital.

O Peru restringiu voos da África do Sul em dezembro, do Brasil em janeiro e da Índia em maio. Desde então, a cada 15 dias, a medida é prorrogada.

No entanto, o governo elevou a capacidade dos restaurantes para 60% e dos shoppings para 50% em Lima e em outras dez das 24 regiões do país.

“O nível de risco não é o mesmo em todo o país, por isso as medidas são tomadas a nível provincial”, destacou a chefe de gabinete, Violeta Bermúdez.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru registrou mais de 2,1 milhões de infecções e 195.890 mortes desde que a pandemia estourou no país em março de 2020.

O número de mortos no país disparou em 31 de maio, quando o governo corrigiu a cifra, que passou de 69.000 para 180.000. Desde então, o Peru é o país com maior taxa de mortalidade devido à pandemia, com 601 óbitos a cada 100.000 habitantes.

Ao mesmo tempo, o governo acelerou a vacinação com dias de maratona de 36 horas consecutivas nos finais de semana, nos quais até 300 mil pessoas foram imunizadas em um dia.

Quase 4,5 milhões de pessoas tomaram duas doses desde o início da vacinação em fevereiro – 11% da população – e sete milhões com a primeira dose. A meta é 25 milhões.

Este mês, o Peru registra em média 2.086 infecções diárias, o menor número desde dezembro. As mortes também caíram para 135 por dia em média em julho, número não visto desde janeiro, antes que a segunda onda da pandemia ganhasse intensidade.

Fonte: Yahoo!

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