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Relato da criança, avaliação médica e informações do Conselho Tutelar contradizem versão apresentada pela mãe sobre a origem dos ferimentos.
Novos elementos registrados pela Polícia Civil apontam contradições no caso de estupro de vulnerável que resultou na prisão do pai e na detenção da mãe de uma criança de 4 anos.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a criança deu entrada em atendimento médico durante a madrugada com sangramento na região íntima, o que motivou o acionamento do Conselho Tutelar e das equipes policiais.
Ainda conforme o registro, os envolvidos são de nacionalidade haitiana. O homem tem 41 anos e reside no Brasil há cerca de 12 anos, enquanto a mulher tem 32 anos e vive no país há aproximadamente 7 anos.
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Inicialmente, a mãe afirmou que a criança teria se machucado após cair sobre uma panela dentro da residência. A versão foi apresentada durante o atendimento.
No entanto, ao ser ouvida por conselheiros tutelares e profissionais de saúde, a criança relatou que “o papai fez dodói”, apontando para a região íntima, o que contradiz a explicação inicial.
Ainda segundo o registro, durante o atendimento especializado, a criança indicou que a situação não teria sido isolada, afirmando que não seria a primeira vez.
O boletim também destaca que, segundo informações repassadas durante o atendimento, uma criança de 4 anos dificilmente teria capacidade de inventar um relato dessa natureza, o que reforçou a suspeita de abuso sexual.
O laudo médico apontou lesões na região examinada, compatíveis com ação de agente traumático, sendo necessária a continuidade da apuração para definição da causa.
Diante das informações reunidas, incluindo o relato da criança, as contradições apresentadas e os indícios clínicos, a autoridade policial entendeu pela prisão em flagrante do pai pelo crime de estupro de vulnerável. A mãe também foi autuada por participação.
A criança foi acolhida pelo Conselho Tutelar e permanece sob proteção. O caso segue em investigação.