20 de janeiro, 2026

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Operação da PF contra tráfico internacional ligado ao PCC cumpre mandados em Botucatu

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Ação denominada Expurgo mira a estrutura logística e financeira da facção criminosa e cumpre ordens judiciais em cidades do interior paulista e em São Paulo

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Expurgo, voltada ao combate a uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e envolvida no tráfico internacional de drogas. A ação tem como objetivo desarticular a estrutura logística e financeira do grupo, com cumprimento de mandados em diversas cidades, entre elas Botucatu.

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Ao todo, a Justiça Federal expediu 12 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos em Botucatu, Piracicaba, Limeira, Americana, Santa Bárbara d’Oeste e São Paulo, além de Corumbá, na região pantaneira de Mato Grosso do Sul.

Segundo a Polícia Federal, parte dos alvos da investigação já se encontrava presa por força de mandados preventivos, prisões em flagrante ou condenações definitivas por crimes relacionados ao tráfico de drogas. Durante a operação, um dos investigados foi capturado em Santa Bárbara d’Oeste, com o cumprimento de mandado de prisão preventiva.

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Outro envolvido tentou fugir para uma área de mata em Limeira, onde houve confronto. Ele foi baleado, chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Dois alvos da operação seguem foragidos.

Durante o cumprimento de um dos mandados, os agentes apreenderam um revólver, duas pistolas e um fuzil, além de R$ 75 mil em dinheiro e três celulares ocultos em fundos falsos de móveis.

As investigações tiveram início após uma prisão em flagrante registrada em janeiro de 2025, em Limeira, quando 15 pessoas de nacionalidade boliviana foram detidas, com a apreensão de aproximadamente 17 quilos de cocaína. Conforme apurado pela Polícia Federal, o grupo integrava um esquema vinculado ao PCC, com atuação dentro e fora do sistema prisional.

De acordo com a apuração, imigrantes eram cooptados para atuar como transportadores da droga, recebendo cerca de R$ 2 mil para ingerir cápsulas de cocaína e levar o entorpecente no próprio organismo. Em um dos casos, um dos detidos chegou a engolir mais de 120 invólucros. Entre os presos havia dois adolescentes com documentos falsos e uma gestante.

A droga era trazida de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, transportada por ônibus até São Paulo e, posteriormente, levada para chácaras no interior paulista, onde era retirada do organismo dos transportadores e distribuída para pontos controlados pela organização criminosa.

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