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Observar aves pode ir além do lazer e acarretar benefícios para o cérebro. Um estudo publicado no Journal of Neuroscience sugere que a atividade é capaz de remodelar estruturas cerebrais e pode ajudar a proteger contra o declínio cognitivo associado ao envelhecimento, segundo reportagem do Smithsonian Magazine.
A pesquisa analisou 58 participantes no Canadá, divididos entre observadores experientes e iniciantes, com idades entre 22 e 79 anos. Durante testes com imagens de aves em exames de ressonância magnética, os especialistas demonstraram maior precisão na identificação das espécies e também diferenças significativas na atividade cerebral.
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Cérebro
Os dados revelaram que, ao identificar aves menos familiares, os observadores experientes ativavam com mais intensidade regiões do cérebro relacionadas à identificação de objetos, processamento visual, atenção e memória de trabalho. Segundo os pesquisadores, esse padrão está associado à chamada neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar ao aprender novas habilidades e consolidar conhecimentos.
“Nosso cérebro é altamente maleável”, afirmou o neurocientista Erik Wing, da Universidade de York, no Canadá, autor principal do estudo.
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Treinar
A observação de aves exige uma combinação de habilidades cognitivas: reconhecer padrões sutis, identificar espécies semelhantes, prestar atenção ao ambiente e memorizar características visuais. Esse conjunto de exigências pode explicar por que a prática mobiliza diversas áreas do cérebro ao mesmo tempo.
“A observação de aves envolve múltiplos domínios cognitivos, o que pode torná-la benéfica para diferentes aspectos da cognição”, disse Wing à New Scientist, conforme a Smithsonian Magazine.
Os cientistas destacam, no entanto, que os efeitos observados não são exclusivos das aves. Demais atividades que demandam processos cognitivos semelhantes podem gerar impactos comparáveis no cérebro.
Fonte: Um Só Planeta