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Um registro feito no céu de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, chamou a atenção nas redes sociais nos últimos dias: uma nuvem com coloração esverdeada apareceu em meio ao céu estrelado e levantou dúvidas sobre a origem do fenômeno. A imagem foi feita pelo fotógrafo Vitor Tatagiba na noite de domingo (25).
Na imagem, a nuvem esverdeada se destaca contra o céu estrelado. O registro gerou especulações nas redes sociais, entre elas a possibilidade de uma aurora austral. No entanto, segundo o professor e diretor do Observatório Espacial Heller & Jung, Carlos Fernando Jung, o fenômeno não se trata de uma aurora.
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Uma aurora é um fenômeno em que luzes coloridas aparecem no céu quando partículas do Sol atingem a atmosfera da Terra, gerando tons de verde, vermelho, azul e roxo, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O fenômeno ocorre principalmente nas regiões polares: no Hemisfério Norte, é chamado de aurora boreal, e no Hemisfério Sul, de aurora austral, sendo mais comum em áreas próximas aos polos Norte e Sul.
O fotógrafo contou que fez o registro por volta das 23h30, enquanto estava hospedado em uma pousada. Ele disse que estranhou o que viu naquele momento e que nem pretendia fotografar o fenômeno.
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“Na hora não estava acreditando muito, achei ser as luzes da cidade refletidas na nuvem. Estava querendo fotografar a pousada com o céu estrelado. Na noite anterior tinham muitas nuvens, então nem tentei e esperei o dia seguinte”, explicou.
Vitor também chegou a suspeitar que a luz pudesse vir de Florianópolis.
“Pensei que estava pra direção de Florianópolis, mas hoje descobri que era mais para o norte, e não parece ter cidade grande na direção”, afirmou.
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Mas… o que explica o fenômeno?
Jung explicou que analisou as imagens e descartou qualquer relação do brilho verde com auroras ou com a radiação solar.
“Este registro, pelo que verifiquei, foi feito na direção norte. Nesta direção e latitude não ocorrem auroras”, afirmou.
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Segundo Jung, a hipótese mais provável é que a cor verde tenha sido causada por iluminação artificial refletida nas nuvens.
“Analisando melhor, esta foto está parecendo que existiam duas luzes no horizonte que podem ter provocado reflexões em múltiplas camadas de nuvens, provocando este efeito. Este efeito físico é possível”, explicou.
Ele destaca ainda que não houve atividade solar incomum no período. “A princípio, seria efeito da iluminação com espalhamento em nuvens estratificadas”, concluiu.
Fonte: G1