03 de junho, 2026

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O cenário atual do futebol de seleções: desafios e oportunidades para a América do Sul

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O futebol de seleções mudou muito nos últimos anos, e a Copa do Mundo sempre dita tendências – estamos à beira de mais uma, mas cada vez mais parece haver um abismo de diferença em relação aos europeus que vai ficando mais evidente.

É bem verdade que uma seleção sul-americana foi campeã em 2022, ainda assim a muito custo, e o diferencial que havia em relação aos europeus, que era o talento, não tem mais tanta importância, como pode ser visto nesta página, onde a maioria das seleções favoritas é do Velho Mundo. 

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O diferencial dos europeus

Isso acontece não porque as gerações atuais sejam menos talentosas, o que é uma falácia, mas sim porque os europeus aprenderam a investir na base e gerar seus próprios talentos.

Outra mudança foi também um estilo de futebol muito mais físico e voltado para a aplicação tática que é praticado nos dias de hoje – o que só foi conseguido com o avanço de áreas como a preparação física e a medicina esportiva.

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Claro, os europeus tem a seu favor o poderio financeiro para investir nessas áreas, além de clubes com centros esportivos capazes de dar aos jovens a oportunidade de crescer no esporte e ter um acompanhamento constante (coisa que apenas uns poucos clubes da América do Sul são capazes, e a maioria do Brasil).

O desafio dos sul-americanos

Ao mesmo tempo, a questão do calendário aqui também influencia muito a parte física e impede que os times estejam em um patamar mais parecido com o dos europeus, que tem mais tempo de descanso e pausas bem definidas.

Com todos esses pontos esclarecidos, temos aqui um modelo mais próximo da realidade sul-americana no geral – e não do Brasil ou Argentina, que já estão mais estabelecidos nesta área, mas sim para países como Bolívia ou Peru, onde o futebol está mais próximo de um nível amador.

Um exemplo para se espelhar

O Marrocos, um país que não está nem perto dos mais ricos do mundo, há mais de dez anos topou fazer um trabalho de longo prazo, mirando a captação e desenvolvimento de atletas, investindo praticamente 17 milhões de dólares (o que no mundo do futebol não é um valor absurdo).

Com isso, chegou a uma semifinal de Copa do Mundo e hoje exporta talentos para a Europa, além de construir uma geração capaz de produzir mais do que apenas um bom resultado no cenário internacional, mas sim de carregar o nome do país por tempo significativo.

Esse é um experimento que poderia ser facilmente replicado por outros países que não tem condições de criar superestruturas, mas que mostra que o investimento na base pode mudar uma geração.

Além disso, competições sul-americanas e a própria Conmebol distribuem cifras milionárias para vários clubes, algo que poderia também ser destinado para o desenvolvimento do esporte em países que ainda carecem de mais estrutura no nosso próprio continente.

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