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Nasceu em Itapetininga, no interior de São Paulo, o bebê gestado pela tia de 63 anos para a sobrinha, que não pode ter filhos por causa de uma síndrome rara.
Maria Ambrosia de Miranda Marques passou por uma cesariana no fim da tarde de sexta-feira (27). O procedimento foi antecipado após pequenas alterações na pressão arterial. Segundo a família, ela passa bem e se recupera no hospital.
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O pequeno Samuel nasceu às 18h33, com 2,5 kg, e também passa bem. A mãe, Mary Ellen Marques, e o pai, Danilo Marques, acompanharam o parto dentro do centro cirúrgico.
“Foi indescritível. Eu já sabia que seria um momento único, mas sentir aquilo foi como se o céu descesse ali. Muitos médicos achavam que ele precisaria de UTI por causa da prematuridade ou da idade da gestante, mas nem ele nem a tia precisaram. Ele nasceu saudável, e o centro cirúrgico inteiro chorou. Todo mundo pôde contemplar de perto a obra de Deus. É muita emoção”, disse Mary Ellen.
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A tia, Maria Ambrosia, também falou sobre a experiência após o parto. “Eu estou bem, graças a Deus. Já passei pela cesárea, agora estou aqui só me recuperando. Correu tudo bem. Estou me sentindo realizada e muito feliz pela minha sobrinha e pelo Samuelzinho. Agora é só vitória. Só ver ele crescer”, disse.
Segundo a família, o pequeno Samuel e a tia-avó devem ter alta nos próximos dias.
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O sonho da gestação
Mary Ellen Marques nasceu com a Síndrome de Rokitansky, condição rara que faz com que mulheres não tenham útero. Por isso, acreditava que jamais poderia gerar um filho. Aos 32 anos, o sonho da maternidade se tornou realidade com a ajuda da tia Maria, de 63 anos, que aceitou ser sua “barriga solidária”.
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Mary Ellen é casada há quatro anos com Danilo Marques, de 40 anos. O casal decidiu iniciar o processo de adoção, mas, no fim de 2024, uma nova esperança surgiu: uma amiga mostrou um vídeo nas redes sociais sobre uma mulher que gestou o bebê para uma amiga.
O casal viajou até Goiânia (GO), onde fez a coleta dos óvulos de Mary Ellen e do material genético de Danilo. Dez embriões foram congelados.
Depois de uma tentativa que infelizmente não deu certo e sem outras opções entre familiares e amigas, Mary Ellen decidiu esperar. Oito meses depois, a mesma amiga lhe enviou outro vídeo, dessa vez de uma mulher de 62 anos que havia gestado o bebê da sobrinha.
“Mostrei o vídeo para a minha prima Kelly, filha da tia Maria. Ela mostrou para a tia, que respondeu na hora: ‘Fale para a fia que eu vou para ela’. Quando recebi a notícia, quase caí dura de felicidade”, conta emocionada.
A partir daí, começaram os exames médicos. “Minha tia é muito saudável, teve três filhos de parto normal, nunca fez tratamento de saúde e está ótima. Passou por cardiologista, endocrinologista, mastologista, ginecologista e psicólogos, e todos atestaram a capacidade física e mental dela para gestar nosso bebê.”
A advogada da família, especializada em reprodução assistida, entrou com o pedido de autorização no Conselho Regional de Medicina (CRM). “Em junho, recebemos a liberação para a transferência do embrião. Fomos novamente a Goiânia e, nove dias depois, veio o tão sonhado positivo”, celebra Mary Ellen.
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Fonte: G1