Trump diz que não mudará nomes de bases em homenagem a generais escravocratas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (10) que se opõe categoricamente à ideia de renomear bases militares que homenageiam generais que lutaram com o sul escravagista durante a Guerra Civil, uma hipótese tratada pelo Pentágono em meio a uma onda nacional de protestos antirracismo.

“Foi sugerido que devemos renomear até dez de nossas bases militares lendárias”, escreveu Trump no Twitter.

O presidente disse que essas bases fazem parte do “patrimônio americano” e que seu governo “nem sequer considerará” mudar seus nomes.

“Respeitem nossas Forças Armadas”, concluiu.

Os pedidos para renomear essas instalações militares ganharam força em um momento em que o país vive a terceira semana de protestos pela morte do afro-americano George Floyd pelas mãos de um policial branco de Minneapolis, que reabriu o debate sobre a escravidão passada nos Estados Unidos.

Na terça-feira, o Pentágono informou que o secretário de Defesa, Mark Esper, e o secretário do Exército, Ryan McCarthy, estavam dispostos a estudar a proposta.

Esper e McCarthy “estão abertos à discussão bipartidária”, disse o Pentágono, exigindo um consenso no Congresso entre democratas, que clamam pela retirada desses nomes, e republicanos relutantes.

A Marinha americana, por sua vez, anunciou a proibição de bandeiras confederadas, que ainda são populares nos estados do sul, em todos os seus navios e dependências.

Dez bases questionadas

Dez bases militares dos Estados Unidos receberam nome de generais do sul, o lado que perdeu a Guerra Civil (1861-1865) e que defendia a preservação da escravidão.

As bases estão localizadas no sul e incluem Fort Bragg, na Carolina do Norte, a maior do país; Ford Hood no Texas; e Fort Benning, na Geórgia, estabelecimentos onde os recrutas são treinados

A reivindicação de movimentos antirracistas também se concentrou nas estátuas dos heróis do sul escravagista da Guerra Civil, na bandeira dos Confederados e, mais recentemente, nos monumentos dedicados a Cristóvão Colombo, por abrir as Américas à colonização europeia.

Uma estátua do navegador genovês foi decapitada em Boston, informou a polícia na quarta-feira. Outra foi derrubada na Virgínia.

Nesta quarta-feira, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, disse que 11 estátuas de soldados e oficiais confederados devem ser removidas do Capitólio, sede do Congresso americano.

“Monumentos a homens que defendiam a crueldade e a barbárie para alcançar um fim tão claramente racista são uma afronta grotesca” aos ideais da democracia e liberdade americanas, escreveu Pelosi a um comitê formado por democratas e republicanos.

“Suas estátuas prestam homenagem ao ódio, não à herança”, acrescentou Pelosi. “Elas devem ser retiradas.”

O proeminente general reformado David Petraeus escreveu na revista The Atlantic: “A ironia do treinamento em bases com nomes daqueles que pegaram em armas contra os Estados Unidos e pelo direito de escravizar outro é inevitável para quem presta atenção”.

“A maioria dos generais confederados que dão nome às nossas bases eram comandantes, se não incompetentes, que não se destacavam no campo de batalha”, acrescentou.

Fonte: Yahoo!

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