Peru anuncia que pandemia está em declínio e suspenderá confinamento

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A pandemia do novo coronavírus no Peru, que matou 9.135 pessoas e causou 276.000 contágios, está em declínio, assegurou o governo peruano para justificar o fim do confinamento obrigatório de 107 dias em Lima e mais da metade do país em 30 de junho.

“Agora não estamos mais em um platô, estamos em franco declínio. Estamos baixando lentamente. Hoje em dia, cada pessoa contagia, em média, 0,7 pessoa em todo o país”, disse o ministro da Saúde, Víctor Zamora, em entrevista publicada neste domingo (28) no jornal La República.

O ministro negou pecar por otimismo ou ceder a críticas empresariais para reabrir a economia, que desabou 13% nos primeiros quatro meses do ano.

“Não, não sou muito otimista. Sou realista. Há um franco declínio em todo o país, em média”, afirmou.

Zamora defendeu a drástica quarentena nacional que termina na terça-feira, dia 30, para abrir a via a uma quarentena concentrada em sete dos 25 departamentos (estados) do país a partir de 1º de julho.

Nestas sete regiões (Arequipa, Ica, Junín, Huánuco, San Martín, Madre de Dios e Áncash) vivem 7 milhões de pessoas.

“Esta quarentena – destacou Zamora – nos permitiu salvar 145 mil vidas e (evitar) mais de um milhão de pessoas hospitalizadas. Não teríamos conseguido receber este impacto, teria sido um autêntico massacre sem a quarentena”, acrescentou.

O Peru, com 33 milhões de habitantes, é o segundo país da América Latina em número de casos do novo coronavírus, depois do Brasil, e o terceiro em mortes, depois de Brasil e México.

Segundo uma pesquisa do Instituto de Estudos Peruanos, 60% da opinião pública acreditam que o confinamento obrigatório, iniciado em 16 de março, foi mais positivo do que negativo porque evitou a propagação mais agressiva do vírus letal.

O desconfinamento, que começa em 1º de julho, causará, no entanto, um aumento dos contágios, segundo especialistas.

“Devemos estar preparados para assumi-lo, mas não podemos baixar a guarda até que haja uma vacina. Pensar que os contágios não vão voltar a subir fortemente é um erro total”, advertiu o cientista Ragi Burhum, citado pelo jornal El Comercio.

O governo anunciou na sexta-feira que estenderá até 31 de julho o fechamento de fronteiras, assim como o toque de recolher noturno em todo o território nacional.

Durante a pandemia foram perdidos dois milhões de empregos neste país com alta informalidade e o Banco Central prevê uma queda de 12,5% do PIB em 2020, 1,5 ponto percentual abaixo da previsão do FMI.

Fonte: Yahoo!

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