EUA e Rússia retomarão diálogo nuclear mas China gera dúvida

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A Rússia confirmou nesta terça-feira (9) que retomará neste mês as negociações com os Estados Unidos sobre a prorrogação do acordo sobre armas nucleares, mas advertiu que a insistência de Washington para incluir a China poderá frustrar este esforço.

O vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov (foto), irá se reunir no próximo dia 22, em Viena, com o enviado americano, Marshall Billingslea, para retomar as negociações do tratado, chamado Novo Start, que irá expirar em fevereiro.

O presidente Donald Trump retirou-se de vários acordos internacionais, mas disse ter interesse especial em manter o Novo Start, que obriga Rússia e Estados Unidos a reduzirem à metade seus inventários de lançadores de mísseis estratégicos.

No entanto, Washington considera que o sucessor do Novo Start deve incluir a China, cujo arsenal nuclear está aumentando, embora siga sendo consideravelmente menor que os de Rússia e Estados Unidos.

“Minha resposta a uma pergunta direta sobre se achamos que seria possível incluir a China seria um contundente não”, afirmou Ryabkov durante uma videoconferência do instituto Conselho de Relações Internacionais.

“Depende dos Estados Unidos. Se os Estados Unidos acreditam que vale a pena continuar dialogando com a Rússia ou se, para os Estados Unidos, a participação da China é absolutamente imperativa, então isso impedirá os Estados Unidos de manter um diálogo significativo com a Rússia sobre o controle de armas”, disse.

O funcionário indicou que Moscou não se opõe a que a China tenha um papel, mas assinalou que Pequim deve concordar.

Em Pequim, a porta-voz da chancelaria chinesa, Hua Chunying, disse que seu país “não tem intenção de participar” dos diálogos e acusou os Estados Unidos de tentar “desviar as responsabilidades para os demais”.

Pelo Twitter, Billingslea exortou a China a reconsiderar sua posição.

“Conseguir status de Grande Potência requer agir com responsabilidade de Grande Potência. Não mais Grande Muralha do Segredo em seu acúmulo nuclear. Assinto esperando a China em Viena”, destacou.

China e Rússia são aliadas, apesar das complicações que as distanciaram ao longo da História.

EUA preocupados com a China

Ryabkov sugeriu, em contrapartida, que Grã-Bretanha e França, aliadas dos Estados Unidos e possuidoras de armas nucleares, deveriam estar na mesa de negociação.

“A lógica é muito simples. Quanto maior for a quantidade reduzida, mais alto será o preço por ogiva, e não podemos simplesmente ignorar a capacidade de alguns outros”, explicou.

No mês passado, Trump retirou os Estados Unidos do Tratado de Céus Abertos, que permitiu à Rússia, aos Estados Unidos e a 32 outros países realizarem alguns voos de vigilância sobre território estrangeiro com aviso prévio.

Antes disso, Trump também havia retirado seu país do tratado internacional de mísseis de alcance intermediário, derivado da Guerra Fria. O presidente americano se afastou ainda de um acordo multinacional de desnuclearização do Irã.

A Inteligência dos Estados Unidos prevê que a China está dobrando o tamanho de seu arsenal nuclear, o que tem preocupado o governo Trump, que vê em Pequim uma rival.

Os Estados Unidos e a Rússia tinham mais de 6.000 ogivas nucleares em 2019, enquanto a China possuía 290, de acordo com a Associação de Controle de Armas de Washington.

A França tinha 300 e a Grã-Bretanha 200, de acordo com o grupo de pesquisa, que também observa que Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte mantêm arsenais menores.

O novo START expira cerca de duas semanas após o final do atual mandato de Trump, que tentará a reeleição em novembro.

A Rússia e alguns democratas dos EUA simplesmente propuseram estender temporariamente o Novo START, céticos em fechar um novo tratado até fevereiro.

Fonte: Yahoo!

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