Condenado à prisão perpétua autor de massacre no Museu Judaico de Bruxelas

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A Justiça belga condenou à prisão perpétua o francês Mehdi Nemmouche pelo massacre de quatro pessoas no Museu Judaico de Bruxelas em 2014, o primeiro realizado na Europa por um combatente jihadista de volta da Síria, anunciou na madrugada de terça-feira.

A presidente do tribunal de Bruxelas que o julgou anunciou também uma pena de 15 anos para Nacer Bendrer, a quem um júri popular tinha declarado culpado de facilitar as armas com as quais Nemmouche praticou o múltiplo homicídio.

De acordo com a sentença, levou-se em consideração a “absoluta ausência de arrependimento com as vítimas”.

Também destacou o “antissemitismo marcado” de Nemmouche, assim como a “periculosidade” de um homem “egocêntrico e narcisista”.

Durante a acusação, o representante do Ministério Público, Yves Moreau, pediu a prisão perpétua e qualificou Nemmouche como um “psicopata” e “covarde”.

“O que lhes pedimos, sem duvidar, é que condenem Mehdi Nemmouche à prisão perpétua”, expressou.

Nemmouche tinha sido declarado culpado na sexta-feira pelo massacre de 2014.

O júri popular, juntamente com três magistrados, rejeitou as teses da defesa segundo as quais este criminoso reincidente de 33 anos, que nega os fatos, teria caído em uma armadilha de supostos agentes libaneses ou iranianos.

“A vida continua”, limitou-se a dizer Nemmouche em suas últimas palavras, antes de o tribunal começar a deliberar sobre a pena.

Fonte: Yahoo!

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