Começa a retirada dos andaimes da Catedral de Notre-Dame, em Paris

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É uma operação delicada, a cerca de 40 metros de altura. Operários começaram a retirar nesta segunda-feira (8) as mais de 40 mil peças metálicas, somando 200 toneladas, do andaime que havia sido instalado antes do incêndio de abril de 2019 para o restauro da flecha da Catedral.

Parte dessa estrutura foi deformada pelas chamas e sua retirada deve durar meses.

Trata-se de uma das etapas mais importantes e perigosas do projeto de reconstrução da Notre-Dame, cujos trabalhos foram interrompidos em março, devido à pandemia do coronavírus, e estão sendo retomados progressivamente.

Depois de um longo trabalho de descontaminação, a esplanada da catedral, na região central da capital francesa, foi reaberta ao público, no final de maio.

O acesso dos operários é feito por um elevador. “Uma operação como esta é como um foguete antes de decolar, precisamos checar tudo”, disse Christophe Rousselot, delegado-geral da Fundação Notre-Dame. “Um dos pontos cruciais é a estabilidade da abóbada. Quando isso estiver resolvido, ficaremos aliviados porque a catedral estará a salvo”, acrescentou.

Além da instalação de um guindaste gigante, foi preciso escorar o antigo andaime com vigas de metal, em três níveis, para evitar qualquer colapso. Um segundo andaime foi erguido de cada lado da estrutura antiga para permitir a desmontagem.

De acordo com a Fundação Notre-Dame, é uma operação “muito sensível, muito complicada, com um fator de risco significativo”. “Poderiam cair pedaços, o que fragilizaria parte da catedral”, explicou Christophe Rousselot referindo-se à estrutura instalada para restaurar a torre da catedral gótica e que resistiu ao fogo, mas foi deformada pelo calor.

A partir de agora, “duas equipes, de cinco profissionais, farão um rodízio para cortar, com a ajuda de serras, os tubos de metal”, afirmou.

Símbolo de Paris

Um dos símbolos de Paris e o segundo monumento histórico mais visitado da Europa, a Catedral de Notre-Dame teve seus trabalhos de restauração interrompidos em várias ocasiões, por diversos motivos, como as chuvas, o risco de contaminação por chumbo e a epidemia de Covid-19. As obras foram finalmente retomadas no fim de abril.

A comoção planetária provocada pelo incêndio da Notre-Dame resultou em promessas de mais de € 900 milhões para a reconstrução. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que as obras devem terminar em 2024. Porém, até o momento, não foi decidido como ficará a catedral restaurada.

Projeto conservador x inovador

Uma torre de vidro, um jardim ecológico sobre o telhado ou até um terraço panorâmico para os turistas. Não faltam ideias originais sobre os novos contornos da igreja e que dividem os franceses.

De um lado, estão os partidários de uma reconstrução idêntica da agulha projetada pelo arquiteto Viollet-le-Duc, no século 19. De outro, os que preferem imprimir “um gesto arquitetônico contemporâneo”, como defende Macron.

O arquiteto responsável pelas obras, Philippe Villeneuve, defende uma reconstrução fiel à catedral original, o que permitiria cumprir os prazos previstos.

Investigação

Além da agulha, o incêndio devastou também o teto de madeira da catedral. A investigação sobre as causas das chamas está a cargo da Promotoria de Paris, que privilegia a hipótese de um acidente, como um problema elétrico ou um cigarro mal apagado.

A investigação não permitiu elucidar, até o momento, as circunstâncias exatas do fogo. Os três juízes de instrução responsáveis pelo caso ainda reúnem informações, em especial sobre o local de origem das chamas, de difícil acesso.

Fonte: Yahoo!

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