Anistia pede libertação de presos e fim da “crise” de direitos na Venezuela

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A Anistia Internacional (AI) pediu nesta quarta-feira a liberação “imediata” de opositores e estudantes presos na Venezuela, após as legislativas que a oposição ganhou contundentemente e pediu para que o novo equilíbrio de forças parlamentares atenda à “crise de direitos humanos” no país.

“Nós não pedimos anistia, pedimos a libertação imediata daqueles que foram presos e cujos direitos foram violados, como o líder da oposição Leopoldo Lopez, mas também de jovens estudantes que foram presos sem que houvesse o devido processo e uma clara violação da julgamentos justos”, disse à AFP no México a diretora para as Américas da AI, Erika Guevara.

A coalizão de oposição da Venezuela, que ganhou total controle do parlamento nas eleições de domingo, anunciou como primeiro ato legislativo aprovar uma anistia para cerca de 80 pessoas que se consideravam presos políticos, incluindo o líder da ala radical Leopoldo Lopez, apesar da rejeição reiterada pelo governo de Nicolas Maduro sobre o assunto.

“Para nós, (a eleição) tem que marcar uma diferença em termos de respeito aos direitos humanos, então eu acredito que o governo vai coordenar os esforços para que estas libertações ocorram o mais rapidamente possível”, acrescentou Guevara.

A diretora regional da Anistia celebrou que a Venezuela demonstrou ter “maturidade para lidar com a mudança política” e pediu que a defesa dos direitos humanos seja “o centro da próxima agenda política” no país.

“Deve haver uma participação dos poderes do Estado justamente para enfrentar a crise de direitos humanos” na Venezuela, disse Guevara, que na quarta-feira apresentou no México um relatório sobre defensoras dos direitos sexuais na região.

Para a ativista, a Venezuela vive “uma crise não só em termos de direitos civis e políticos e liberdade de expressão, mas também na agenda dos direitos sociais, econômicos e culturais”.

“Temos de garantir a independência do sistema de justiça, que até agora não foi garantida”, exigiu Guevara.

Com a maioria qualificada de dois terços na Assembleia, a aliança de oposição tem plena autoridade para, por exemplo, remover juízes do Supremo Tribunal de Justiça, do Defensor de Justiça ou designar membros do poder eleitoral.

Fonte: Yahoo!

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