Abortos nos EUA caem ao menor nível desde a legalização, diz instituto

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O número de abortos feitos nos Estados Unidos caiu novamente, entre 2014 e 2017, e atingiu o menor nível desde que foi legalizado pela Corte Suprema, em 1973, segundo dados obtidos pelo Instituto Guttmacher.

Pouco mais de 862 mil abortos foram feitos em 2017, uma queda de 7% em relação a 2014, segundo o levantamento, que atribui a tendência ao progresso dos métodos anticoncepcionais.

'Cai fora do meu útero', diz cartaz de manifestante contra lei que proíbe aborto mesmo em casos de estupro no Alabama (EUA), em 2019 — Foto: Chris Aluka Berry/Reuters
‘Cai fora do meu útero’, diz cartaz de manifestante contra lei que proíbe aborto mesmo em casos de estupro no Alabama (EUA), em 2019 (Fotos: Reprodução)

Isto faz parte de uma longa tendência, recorda o Instituto. Em 2000, ocorreram 1,3 milhão de abortos nos Estados Unidos, contra 1,1 milhão em 2010.

Com 13,5 abortos induzidos por cada mil mulheres em idade reprodutiva, a taxa de abortos em 2017 atingiu seu nível mais baixo desde que a Corte Suprema decidiu, em 1973, que abortar era um direito das mulheres em todo o país.

Apesar das medidas restritivas adotadas por alguns estados conservadores do sul e do centro do país, que levaram ao fechamento de muitas clínicas, os responsáveis pela análise “não identificaram uma relação clara entre a variação do número de clínicas e o número de abortos”.

Leis contra aborto avançam nos EUA

Manifestantes pró e contra o direito ao aborto fazem manifestação em frente à Suprema Corte em Washington, nos Estados Unidos, em janeiro deste ano. — Foto: Saul Loeb/AFP
Manifestantes pró e contra o direito ao aborto fazem manifestação em frente à Suprema Corte em Washington, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

Desde o início deste ano, oito estados norte-americanos aprovaram leis que vetam ou restringem o acesso ao aborto, o que levantou diversas manifestações nos Estados Unidos. Em alguns casos, a proibição se estende inclusive a casos de estupro.

O Alabama adotou a lei mais rígida, que bane o aborto em quase qualquer situação — a única exceção é quando há risco de vida para a mulher. Mulheres que abortam não seriam processadas, mas médicos poderiam pegar até 99 anos de prisão. Foi sancionada no dia 15 de maio pela governadora, a republicana Kay Ivey.

Nas fotos, de 1989 (dir.) e 1998, aparece Norma McCorvey, a "Roe" no caso "Roe v. Wade", que garantiu o direito ao aborto nos EUA. McCorvey mudou sua posição antes de morrer, afirmando que gostaria de ver a decisão anulada porque "o experimento com o aborto legal falhou", diz a agência France Presse. — Foto: Greg Gibson e Chris Kleponis / AFP
Nas fotos, de 1989 (dir.) e 1998, aparece Norma McCorvey, a “Roe” no caso “Roe v. Wade”, que garantiu o direito ao aborto nos EUA (Foto: Reprodução)

Nos Estados Unidos, o direito ao aborto foi decidido em nível federal no caso “Roe v. Wade”, de 1973. A Suprema Corte garantiu o direito ao procedimento até o chamado “ponto de viabilidade” do embrião — entre 24 e 28 semanas de gestação. Depois disso, considera-se que o feto pode sobreviver fora do útero da mulher, e o aborto pode ser feito se houver risco de saúde para ela.

Em 2016, durante a campanha presidencial, Donald Trump já havia indicado que pretendia indicar à Suprema Corte juízes a favor de derrubar a decisão em Roe. Mais recentemente, o presidente declarou que é contra o aborto, mas favorável a exceções em casos como estupro e incesto.

Fonte: Yahoo!

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