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Nesta quarta-feira (10), o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, divulgou que maio de 2026 foi o segundo mês de maio mais quente desde o início dos registros históricos, que começaram em 1940. A temperatura média global no mês passado foi de 15.8ºC, ou 1,42ºC acima da média da época pré-industrial. Até o momento, o maio de maiores temperaturas aconteceu no ano de 2024.
Na Europa, onde o verão nem começou mas as temperaturas já estão nas alturas, foram batidos recordes na Grã-Bretanha, França, Irlanda e Portugal, devido a uma “cúpula de calor” de ar quente vinda do norte da África que elevou as temperaturas muito acima dos níveis normais.
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“O mês foi marcado por uma rápida transição de condições muito mais frias do que a média para uma das ondas de calor mais intensas já observadas tão cedo no ano na Europa Ocidental”, afirmou o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus em seu boletim de maio.
Samantha Burgess, líder estratégica para o clima no Centro Europeu de Previsões Mcs de Médio Prazo (ECMWF), que opera o Copernicus, disse ao EuroNews que a onda de calor excepcionalmente precoce e intensa “demonstra a rapidez com que os extremos climáticos estão se tornando a nova normalidade, em vez da exceção”.
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A temperatura média da superfície do mar também foi a segunda mais alta já registrada, atrás apenas de maio de 2024, à medida que as condições se aproximam do padrão climático de aquecimento do El Niño.
A Organização Meteorológica Mundial afirmou na semana passada que o fenômeno, que faz parte de um ciclo natural no Oceano Pacífico que se desenvolve em alguns anos e afeta temperaturas, ventos e os padrões climáticos, tem 80% de probabilidade de se desenvolver entre junho e agosto, aumentando o risco de eventos climáticos extremos.
As previsões alertam que o próximo El Niño poderá ser um dos mais fortes já registrados, elevando as temperaturas globais a níveis historicamente altos em 2027.
Fonte: Um Só Planeta