Mulher se declara culpada de vender segredos navais dos EUA

A esposa de um engenheiro nuclear da Marinha americana se declarou culpada nesta sexta-feira (18) de participar, com o marido, de um complô para vender segredos de submarinos nucleares para uma potência estrangeira, disse o Departamento de Justiça.

Diana Toebbe, de 46 anos, admitiu ter participado do plano de seu marido, Jonathan Toebbe, para vender informações sobre esses navios de guerra a um comprador estrangeiro não identificado.

De acordo com as acusações, a mulher agiu como vigia enquanto seu marido entregava informações altamente confidenciais sobre a tecnologia de submarinos nucleares a um comprador – que na verdade era um agente do FBI disfarçado – em uma série de “pontos mortos” clandestinos na região ao redor de sua casa em Annapolis, Maryland.

Diana Toebbe, uma professora de escola particular, inicialmente se declarou inocente da acusação de conspiração para divulgar informações confidenciais.

Mas na semana passada, Jonathan Toebbe, de 43 anos, se declarou culpado da mesma acusação e, ao fazê-lo, admitiu que sua esposa estava envolvida no crime.

Embora a acusação possa levar à prisão perpétua, o acordo judicial oferecido à Diana estabeleceu o máximo em 36 meses. Seu marido enfrenta pelo menos 12 anos e meio de prisão.

Jonathan e Diana Toebbe, acusados de tentar vender informações sobre submarinos nucleares (Foto: Reprodução)

Toebbe trabalhava desde 2012 no projeto de reatores para submarinos da classe Virginia, a última geração de submersíveis de ataque da frota americana.

Em abril de 2020, ele enviou um pacote para um país estrangeiro com uma compilação de documentos e instruções para estabelecer contato por meio de um endereço de retorno em Pittsburgh, Pensilvânia.

“Toebbe começou a trocar e-mails criptografados com um indivíduo que ele acreditava ser um representante de um governo estrangeiro. O indivíduo era na verdade um agente disfarçado do FBI”, disse o Departamento de Estado em nota dias atrás.

O Departamento não sugeriu o país de destino dos documentos, mas apontou que se trata de um aliado dos EUA cujo idioma principal não é o inglês.

Fonte: Yahoo!