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Ocorrência começou como suspeita de tentativa de estupro, mas vítima negou o crime; agressor tentou fugir e foi detido pela GCM
Uma mulher de 29 anos foi vítima de agressão e abandono na noite do sábado (9), em Botucatu, em uma ocorrência que terminou com a prisão em flagrante do companheiro.
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De acordo com o registro policial, a Guarda Civil Municipal foi acionada via COI para atendimento de uma ocorrência inicialmente tratada como tentativa de estupro, na região da Vila Paulista.
No local, os agentes encontraram a vítima em estado de abalo emocional, chorando e com as roupas rasgadas. Aos guardas, ela relatou que estava em uma adega com o companheiro quando, motivado por ciúmes, ele iniciou uma discussão.
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Durante o trajeto de carro após deixarem o estabelecimento, o homem passou a agredi-la ainda dentro do veículo. Questionada sobre a possível tentativa de estupro, a vítima negou que esse crime tenha ocorrido .
Segundo o relato, após as agressões, o homem pegou o celular da vítima e a abandonou no local.
Com base nas informações, os agentes realizaram diligências e localizaram o indivíduo na mesma adega onde o casal havia estado anteriormente. Ao receber ordem de parada, ele tentou fugir, sendo necessário o uso de força e algemas para contê-lo.
Ainda conforme o registro, o homem chegou a afirmar que faria “ligações para complicar a vida” dos guardas municipais durante a abordagem.
O agressor confessou as agressões e foi encontrado em posse do celular da vítima.
A mulher foi encaminhada ao pronto-socorro, onde recebeu atendimento médico e teve suas roupas substituídas, já que estavam completamente rasgadas. Após ser medicada e liberada, as partes foram levadas ao plantão policial.
Diante dos fatos, a autoridade policial entendeu que houve prática de lesão corporal e injúria no contexto de violência doméstica, decretando a prisão em flagrante do homem.
Além disso, foi feita representação pela prisão preventiva do acusado, considerando a gravidade da ocorrência.
Ele foi encaminhado à Central de Custódia de Botucatu, onde passará por audiência de custódia.
A vítima foi orientada quanto aos seus direitos, incluindo a possibilidade de solicitar medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.