22 de maio, 2024

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Mulher acusada de matar a filha para ficar com guarda do neto é presa 17 anos após o crime, no PR

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A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) prendeu, neste sábado (11), Tânia Djanira Melo Becker de Lorena, que estava foragida há 17 anos acusada de assassinar a própria filha, Andréa Rosa de Lorena, para tentar ficar com a guarda do neto.

O crime aconteceu em 2007, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), Andréa foi morta por asfixia após um almoço com a mãe e o padrasto, Everson Luís Cilian, que também está preso.

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A prisão de Tânia aconteceu em Marilândia do Sul, no norte do Paraná. De acordo com a PM, Tânia foi localizada em uma casa, por meio de uma denúncia anônima.

Na quinta-feira (8), o programa Linha Direta, da TV Globo, contou a história do crime e incentivou denúncias contra a acusada. O programa pode ser assistido no Globoplay.

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Em relatório, a PM informou que Tânia vivia com um nome falso, se apresentando como Lurdes.

“[Ela] não esboçou nenhum tipo de reação ao ver os policiais. Lhe foi perguntado se esta tinha ciência das denúncias contra ela […] ‘Lurdes’ relatou que tinha ciência”, disse o relatório da PM.

Tânia Djanira Melo Becker de Lorena vivia em Marilândia do Sul
Tânia Djanira Melo Becker de Lorena vivia em Marilândia do Sul Foto: Reprodução/g1)

Como Tânia tinha um mandado de prisão em aberto, foi detida e encaminhada para o Sistema Prisional de Apucarana, norte do Paraná.

Andréa Rosa de Lorena foi morta em fevereiro de 2007 em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Arquivo da família)

Em nota, a advogada Taís de Sá, que representa o viúvo de Andréa, Juliano Saldanha, disse que a prisão foi recebida com alívio pela família da vítima.

“Nesse momento, após tanto tempo do crime, a família encontra-se aliviada, esperando que a Tânia seja levada a julgamento com a devida condenação e a aplicação máxima da pena.”

Até a publicação desta reportagem, Tânia não tinha defesa constituída.

Na Justiça

Tânia foi denunciada pelo Ministério Público em dezembro de 2007 por homicídio triplamente qualificado. A denúncia contra ela não foi apreciada porque ela estava foragida.

Na época do crime, conforme o MP, Tânia era casada com Everson Luís Cilian, padrasto de Andréa, e que também foi acusado de cometer o crime. A reportagem apurou que ele foi preso em 2022 e virou réu pelo assassinato em 2023.

Conforme a advogada do viúvo de Andréa, Everson Cilian vai a júri popular na próxima quarta-feira (15), no fórum de Campina Grande do Sul.

No processo, o réu disse que não teve ligação com a morte. O g1 tenta localizar o contato da defesa dele.

O processo contra Tânia e Everson tramita na comarca de Campina Grande do Sul, na Grande Curitiba.

O caso

Andréa Lorena foi morta em 12 de fevereiro de 2007. Ela deixou dois filhos: um menino e uma menina.

Conforme a denúncia, após um almoço de família na casa da vítima, os acusados usaram um fio elétrico para enforcar Andréa até ela parar de respirar. Depois, colocaram o corpo dela embaixo da cama, que só foi localizado dois dias após a morte.

Segundo o MP apurou, antes do crime, Tânia e Everson pediam a guarda da criança na Justiça depois de terem passado um tempo cuidando do menino enquanto a mãe se recuperava de um acidente de motocicleta.

No processo que investigou o caso, a Justiça considerou declarações de testemunhas que acompanhavam a disputa de Tânia pela guarda do filho de Andréa.

Um dos depoimentos no processo é o da pai da vítima, ex-marido de Tânia. Ele relatou que soube de ameaças da ex-esposa à filha.

Relatou, também, que quando Tânia cuidava da criança, Andréa e o então marido, Juliano Saldanha, precisaram pegar a criança à força. O homem, apesar de não ser pai biológico do menino, ajudou a esposa a reaver o filho, de acordo com o processo.

Fonte: G1

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