Morre menina que lutava contra tumor no cérebro em Botucatu

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A menina Ágata Munhoz, de 10 anos, morreu na noite deste sábado (17), em Botucatu após lutar contra um tumor no cérebro. A informação foi confirmada em uma funerária de Bauru, onde a criança está sendo velada e foi postada na página que Ágata tinha na rede social, chamada 1 Minuto pela Ágata, onde eram divulgadas campanhas e o estado de saúde da menina. As causas da morte ainda não foram confirmadas.

Ágata era moradora de Bauru, mas estava internada há mais de um ano no Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu para tratar do tumor. Ela chegou a fazer 12 cirurgias e o câncer já havia sido retirado. Porém, segundo a jornalista Rose Araujo, que era uma das responsáveis pela página da Ágata nas redes sociais, o câncer voltou de forma agressiva e o quadro de saúde da menina piorou.

“O tumor veio muito mais agressivo e não houve tempo para tratá-lo desta vez. Ela estava com o coração fraco devido às muitas medicações”, afirma Rose.

Desde setembro, familiares e amigos estavam pedindo nas redes sociais uma corrente de oração, pois a menina estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave. Ágata está sendo velada no Centro Velatório Terra Branca, em Bauru, e será enterrada no Jardim os Lírios no final da tarde deste domingo (18).

Comoção
Após a nota de falecimento publicada na página da campanha “1 Minuto pela Ágata”, milhares de pessoas comentaram o caso e enviaram mensagens de apoio à família. Até às 12h15, a publicação no Facebook tinha mais de 2,9 mil curtidas e 562 compartilhamentos. Entre os mais de 500 comentários, alguns internautas chamaram a menina de “guerreira” e “anjinho”.

“Mais um anjinho retornou junto ao Pai Celestial. Fica um exemplo de fé e força para viver você lutou e venceu ganhando a vida eterna. Deus conforte os familiares. Muito triste ver notícias assim, mas Deus tem seus desígnios que somente Ele pode ter esse poder e cabe a nós pedir discernimento e fé para compreendermos. Ágata hoje está do lado da também guerreira Sofia. Ficam grandes dois exemplos de fé de dois pequenos anjinhos que hoje vivem a vida eterna isso é consolador. A vida eterna ao lado do todo poderoso. Meus sentimentos à família”, comenta uma internauta.

 Entenda o caso

Depois de descobrir que a filha de 10 anos sofria de um tumor no cérebro, Eloana Maria Munhoz e Itallo Pablo Souza Braga, moradores do bairro Santa Edwirges, em Bauru, começaram uma campanha em uma rede social para que eles possam se dedicar ao tratamento da doença da filha. Amigos do casal, professoras da menina e voluntários ajudaram a família com as doações.

Há pouco mais de um ano, Ágata Munhoz foi diagnosticada com câncer e começou a se tratar no Hospital das Clínicas (HC) da Unesp de Botucatu.  A menina passou a “morar” no hospital e a rotina da família precisou mudar. O pai, que era gerente de lanchonete, teve de abandonar o emprego para acompanhar a filha, segundo Eloana. “Como ela não pode sair do hospital, meu marido precisou sair do emprego para nós criarmos uma rotina de revezamento. Uma semana um fica em Botucatu com a Ágata e o outro fica em Bauru para cuidar dos nossos outros dois filhos, de 6 e 3 anos”, explica a mãe.

Eloana Maria Munhoz e Itallo Pablo Souza Braga lutaram para manter tratamento da filha em Botucatu (Foto: Eloana Munhoz/Arquivo pessoal)
Pais lutaram para manter tratamento da filha em Botucatu (Foto: Eloana Munhoz/Arquivo pessoal)

Sintomas
De acordo com Eloana, a criança estava normal e sadia, quando começou a apresentar vômitos no começo de 2014. Após consultas, a família recebeu o diagnóstico de que Ágata estava com tumor cerebral.

“Eu achava que ela estava passando por um momento de nervoso, pois sofreu bullyng na escola. Levei em um médico, que disse que era refluxo. Tratei por seis meses como se fosse a doença. Porém, os vômitos se tornaram frequentes e a Ágata começou a emagrecer e ficar muito fraca. Foi quando um dia ela não parava em pé e a levei para o pronto-socorro. Após uma tomografia cerebral, foi constatado o câncer”, conta a mãe.

A criança precisou ser transferida para o Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu por ter especialista em neurocirurgia pediátrica na unidade hospitalar. Desde então, Ágata passou a “morar” no hospital. O tumor foi retirado, mas a menina  passou por mais de 11 cirurgias e fez tratamento agressivo com quimioterapia para evitar que o câncer volte.

Doença
Agátha tinha meduloblastomas, que são tumores que se desenvolvem a partir das células neuroectodérmicas no cerebelo. São tumores de crescimento rápido e, muitas vezes, se disseminam ao longo das vias do líquido cefalorraquidiano, mas podem ser tratados com radioterapia e quimioterapia. Ocorrem com mais frequência em crianças do que em adultos.

Eles são parte de uma classe de tumores denominados neuroectodérmicos primitivos (PNETs) que também podem se iniciar em outras partes do sistema nervoso central. É o câncer do sistema nervoso central mais frequente em pediatria, responsável por 12% a 25% dos tumores intracranianos em crianças.

Fonte: G1

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