Morre Magawa, rata farejadora de minas terrestres premiada por bravura animal

A rata africana gigante Magawa, famosa por farejar minas terrestres, morreu aos oito anos de idade, segundo a ONG que a treinou. Ela faleceu “pacificamente” no último final de semana, de acordo com um comunicado da entidade belga APOPO.

O comunicado diz que ela estava saudável e brincando normalmente, até que começou a mostrar sinais de fadiga e, no domingo, passou a “tirar mais sonecas e ficou com menos apetite”.

A ratinha teve uma carreira de cinco anos e se aposentou em junho do ano passado.

Em 2020, ela ganhou o equivalente animal da maior honra civil do Reino Unido por bravura por causa de sua habilidade fantástica de farejar minas terrestres e munições não detonadas.

A organização veterinária britânica PDSA concedeu a Magawa a medalha de ouro “por sua bravura salvadora e devoção ao dever”, que transformou a vida das pessoas no Camboja.

Magawa farejou 39 minas terrestres e 28 itens de munições não detonadas, tornando-a a “HeroRAT” (Rato herói) de maior sucesso da organização.

Foto divulgada pela instituição de caridade veterinária britânica PDSA mostra Magawa, um rato gigante africano, com sua medalha de ouro recebida do PDSA por seu trabalho na detecção de minas terrestres em Siem Reap, no Camboja  — Foto: Divulgação/PDSA via AFP
Foto divulgada pela instituição de caridade veterinária britânica PDSA mostra Magawa, um rato gigante africano, com sua medalha de ouro recebida do PDSA por seu trabalho na detecção de minas terrestres em Siem Reap, no Camboja (Foto: Divulgação/PDSA)

“O trabalho da HeroRAT Magawa e da APOPO é verdadeiramente único e notável”, disse o diretor geral da PDSA, Jan McLoughlin.

“Magawa salva e muda diretamente a vida de homens, mulheres e crianças que são afetados por essas minas terrestres.”

Magawa recebe uma banana de recompensa enquanto trabalha para detectar minas terrestres no Camboja. O roedor ganhou o equivalente animal da maior honra civil do Reino Unido por bravura nesta sexta-feira (25) por sua habilidade fantástica de farejar minas terrestres e munições não detonadas  — Foto: Divulgação/PDSA via AFP
Magawa recebe uma banana de recompensa enquanto trabalha para detectar minas terrestres no Camboja. O roedor ganhou o equivalente animal da maior honra civil do Reino Unido por bravura por sua habilidade fantástica de farejar minas terrestres e munições não detonadas (Foto: Divulgação/PDSA)

Milhões de minas terrestres foram colocadas no Camboja entre 1975 e 1998, causando dezenas de milhares de vítimas.

Magawa, que fica na cidade de Siem Reap, foi o primeiro rato a receber uma medalha PDSA nos 77 anos de premiação, juntando-se a um ilustre bando de bravos caninos e felinos — e até mesmo um pombo.

A medalha de ouro PDSA é o equivalente animal da Cruz de Jorge, a mais alta condecoração civil do Reino Unido. A instituição de caridade também concede a Medalha Dickin, para animais militares.

O rato Magawa e visto durante seu trabalho farejando minas terrestres no Camboja. O roedor ganhou o equivalente animal da maior honra civil do Reino Unido por bravura nesta sexta-feira (25) por sua habilidade fantástica de farejar minas terrestres e munições não detonadas        — Foto: Divulgação/PDSA via AFP
O rato Magawa e visto durante seu trabalho farejando minas terrestres no Camboja. (Foto: Divulgação/PDSA)

Farejar e arranhar

A APOPO treinou Magawa na Tanzânia para detectar o composto químico dentro dos explosivos, recompensando-a com guloseimas saborosas — bananas e seus amendoins preferidos.

Os ratos alertam os desminadores arranhando a terra.

Ela pode vasculhar uma área do tamanho de uma quadra de tênis em apenas 30 minutos, algo que levaria quatro dias usando um detector de metal convencional.

Ela é grande o suficiente para ser presa a uma coleira enquanto trabalha, mas leve o suficiente para não detonar minas.

“O prêmio PDSA Gold Medal chama atenção global para o problema das minas terrestres”, disse Christophe Cox da APOPO.

Cox disse que sua equipe de “HeroRATs” acelerou a detecção de minas terrestres por causa de seu olfato apurado e memória.

“Ao contrário dos detectores de metal, os ratos ignoram a sucata e apenas farejam explosivos, tornando-os detectores de minas terrestres rápidos e eficientes”, disse Cox.

“Isso não apenas salva vidas, mas devolve as terras seguras tão necessárias para as comunidades o mais rápido e com o melhor custo-benefício possível.”

A APOPO atualmente tem 45 ratos farejadores de minas terrestres e 31 detectando tuberculose na África e na Ásia, de acordo com seu site.

Fonte: Yahoo!

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