15 de março, 2026

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Ministério Público denuncia Hytalo Santos e marido por tráfico humano e pornografia infantil

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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta segunda-feira (15), o influenciador Hytalo José Santos Silva e seu marido, Israel Nata Vicente, por exploração sexual de crianças e adolescentes. A denúncia é resultado de investigação conjunta com a Polícia Civil da Paraíba, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo o MP, os influenciadores atraíam vítimas em situação de vulnerabilidade por meio de fraudes, promessas de fama e vantagens materiais. A denúncia, protocolada na 2ª Vara Mista de Bayeux, imputa aos suspeitos três crimes: tráfico de pessoas, produção de pornografia infantil e divulgação de conteúdos sexuais em redes sociais.

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A investigação revelou ainda que os acusados tentavam alterar a aparência física das vítimas, submetendo-as a procedimentos estéticos e a tatuagens de caráter sexualizado, além de manter rigoroso controle sobre rotinas e meios de comunicação.

Hytalo e Israel estão presos desde o dia 15 de agosto, em cumprimento a mandado de prisão preventiva emitido pela Justiça da Paraíba. No dia 18, eles foram transferidos para a Paraíba.

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No dia 16 de agosto, a Justiça do estado negou o pedido de liberdade feito pela defesa do casal. A decisão considerou que a viagem dos dois da Paraíba para São Paulo configurava tentativa de fuga e determinou ainda o bloqueio das redes sociais dos investigados.

Investigado por exploração de menores

As investigações contra Hytalo começaram em 2024, após a denúncia de vizinhos de que as produções envolvendo crianças e adolescentes se estendiam até tarde e faziam muito barulho. O caso ganhou repercussão nacional após o vídeo viral do youtuber conhecido como Felca, que mostrou a adultização e erotização de crianças e adolescentes em conteúdos produzidos pelo casal.

Hytalo Santos e o marido são investigados sob a acusação de promover vídeos e fotografias com exploração de crianças e adolescentes em um condomínio de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Na denúncia apresentada à Justiça, a promotora Ana Maria França Cavalcante de Oliveira, da 2ª Promotoria de Justiça de Bayeux, aponta que o influenciador incentivava comportamentos e performances de caráter sexualizado como forma de engajamento digital e rentabilização econômica.

Segundo a acusação, menores de idade eram integrados a um grupo conhecido como “crias”, “filhas” e “genros”, que viviam na casa sob a tutela informal de Hytalo. Além da produção de conteúdo, ele também oferecia apoio financeiro a alguns desses jovens e suas famílias

Após a repercussão do vídeo de Felca, a Justiça também determinou a suspensão de todos os perfis de Hytalo, proibiu contato com menores citados nas investigações e ordenou a desmonetização dos conteúdos. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em suas residências, recolhendo eletrônicos para análise pericial.

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