Milhares de manifestantes protestam em Israel contra corrupção e gestão da pandemia

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A polícia israelense usou canhões de água para dispersar milhares de manifestantes que foram às ruas de Jerusalém e Tel Aviv neste sábado (18) para denunciar a corrupção e gestão da pandemia de COVID-19 pelo governo.

O porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, declarou que os agentes da ordem permitiram a realização de manifestações, mas que tomaram medidas contra “distúrbios” não autorizados, como o bloqueio de estradas.

O descontentamento popular aumentou nos últimos dias, em sintonia com as novas restrições impostas ante o ressurgimento da epidemia, e os manifestantes acusaram o governo de estar “desconectado” da realidade.

Uma primeira mobilização ocorreu em Jerusalém e reuniu centenas de pessoas em frente à residência do premier Benjamin Netanyahu, para exigir a sua renúncia. Processado por corrupção, fraude e abuso de confiança em três causas, Netanyahu é o eixo de um julgamento cuja próxima audiência está prevista para este domingo.

“Democracia”, “mentiroso” e “manipulador”, escreveram os manifestantes em cartazes, segundo um jornalista da AFP.

Na cidade de Tel Aviv, milhares de pessoas se reuniram no parque Charles Clore para protestar contra a gestão das crises sanitária e econômica, um dia depois da entrada em vigor de novas restrições para conter a propagação do novo coronavírus.

O gabinete do premier e o Ministério da Saúde anunciaram ontem que a maioria do comércio não-essencial e dos locais públicos deverão fechar neste fim de semana, até nova ordem. O país, de 9 milhões de habitantes, registra mais de 49 mil casos de COVID-19, com 400 mortos.

Israel, país de 9 milhões de habitantes, registrou oficialmente mais de 49.000 casos do novo coronavírus e 400 mortes.

Fonte: Yahoo!

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