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A mulher que foi dada como morta por engano por socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após ser atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru (SP), respira com ajuda de aparelhos e pode ter a ventilação mecânica retirada nos próximos dias, segundo a equipe médica.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (20) pelo Hospital de Base de Bauru, onde Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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De acordo com boletim médico, a equipe iniciou a redução dos sedativos para avaliar a retirada do tubo respiratório.
“A equipe de neurocirurgia iniciou a diminuição dos sedativos para o despertar gradativo sob avaliação e está realizando o desmame da ventilação mecânica para analisar a possibilidade de extubação”, diz o comunicado.
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Ainda segundo o hospital, a mulher foi internada com politrauma grave, traumatismos e múltiplos ferimentos. Apesar da evolução clínica, ela permanece sob cuidados intensivos devido à gravidade do quadro.
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Atropelamento e suposto óbito
Segundo o boletim de ocorrência, Fernanda Cristina Policarpo teve o óbito atestado ainda no local do acidente, na altura do km 351 da rodovia, por uma equipe do Samu.
De acordo com o motorista do carro, ele trafegava no sentido capital-interior quando a pedestre entrou repentinamente na pista para atravessá-la, sem que houvesse tempo suficiente para frear.
Com a confirmação do óbito pela equipe do Samu, a rodovia chegou a ser interditada e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para remover o corpo. Ainda segundo o registro policial, quando os policiais rodoviários chegaram ao local do acidente, a equipe do Samu já havia deixado a área.
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No entanto, pouco depois, um socorrista da concessionária que administra a via percebeu movimentos respiratórios de Fernanda e iniciou imediatamente as manobras de reanimação.
A mãe da mulher que foi declarada morta por engano disse que ficou em choque e “nem sabia no que acreditar” ao receber a informação de que ela estaria viva.
Após a constatação dos sinais vitais, Fernanda foi socorrida e levada ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde permanece internada, em estado grave.
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Em nota, a Prefeitura de Bauru, responsável pelo Samu no município, informou que apura os fatos relacionados ao atendimento e que, caso seja constatada qualquer irregularidade, serão adotadas as devidas providências, conforme os protocolos e normas vigentes.
A direção do Samu informou que abriu uma sindicância interna para apurar possíveis falhas no atendimento e afastou a médica que atestou o óbito até a conclusão da investigação.
Ainda no comunicado, o município manifestou solidariedade à paciente e aos seus familiares e destacou que “o caso está sendo tratado com prioridade e responsabilidade, diante da gravidade da situação”.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o motorista do carro envolvido no atropelamento parou para prestar socorro, foi ouvido e submetido ao teste do etilômetro.
O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru.
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Fonte: G1