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Levantamento da Central Nacional de Óbitos aponta casos distribuídos ao longo de mais de seis décadas, com predominância de registros masculinos e dados pessoais incompletos
Um levantamento público da Central Nacional de Óbitos de Pessoas Não Identificadas, mantida pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil) com base na base nacional da CRC, aponta a existência de 99 registros de óbitos desconhecidos vinculados a cartórios de Botucatu. Os dados consultados consideram registros efetuados a partir de diferentes períodos e envolvem ocorrências distribuídas ao longo de mais de seis décadas.
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De acordo com a base analisada, há registros datados desde 1960 até 2024, o que demonstra que os casos de óbitos sem identificação não se concentram em um único período específico, mas aparecem de forma contínua ao longo do tempo. A maior parte dos lançamentos foi realizada pelo 1º e 2º Subdistritos de Botucatu, além de registros vinculados aos distritos de Rubião Junior e Vitoriana, este último com acervo recolhido posteriormente ao sistema nacional.
A análise do perfil dos registros mostra predominância do sexo masculino, com ampla maioria dos casos. Em relação à idade, o dado aparece como ignorado na maior parte dos registros, embora alguns apontem faixas etárias estimadas ou idades pontuais, incluindo recém-nascidos, adultos e idosos. Também há grande variação quanto à cor da pele informada, com registros classificados como branca, parda, preta ou ignorada.
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As observações presentes em parte dos registros indicam situações diversas, como ausência total de documentos de identificação, informações declaradas por responsáveis de funerárias ou autoridades competentes e, em alguns casos, localização de corpos em vias públicas ou áreas específicas do município. Em todos os lançamentos, no entanto, os dados pessoais essenciais permanecem incompletos ou inexistentes, o que impede a identificação formal das pessoas falecidas.
A Central Nacional de Óbitos de Pessoas Não Identificadas foi criada para atender recomendação do Conselho Nacional de Justiça e tem como objetivo auxiliar a busca de informações relacionadas a pessoas desaparecidas, permitindo o cruzamento de dados em âmbito nacional. A plataforma reúne registros de cartórios de todo o país e pode ser consultada por órgãos competentes e familiares que buscam esclarecimentos sobre possíveis vínculos.