Justiça autoriza interrupção de gravidez de criança de 11 anos estuprada pelo avô em Roraima

A Justiça de Roraima autorizou a interrupção da gravidez de uma menina, de 11 anos, que engravidou após ser estuprada pelo avô, em Normandia, no Norte de Roraima. O homem, um agricultor, de 53 anos, foi preso nesta quinta-feira (23). As informações são da Polícia Civil.

O crime foi descoberto no dia 7 de dezembro, após uma denúncia ao Disque 100. Na época, a criança estava grávida de 13 semanas. A interrupção foi solicitada pela mãe da menina, conforme previsto na legislação, quando a gravidez é resultado de abuso sexual.

Conforme a Polícia Civil, a criança já passou pelo procedimento e está internada em um hospital em Boa Vista. O estado de saúde dela é considerado estável.

A vítima mora com a mãe e o padrasto, além dos dois irmãos menores, na Comunidade Indígena Raposa II, em Normandia. Ela relatou à Polícia que o avô aproveitava quando a mãe e o padrasto saiam para trabalhar e ela ficava em casa com os irmãos. O homem mandava os dois meninos saírem da casa para praticar o estupro. A violência sexual ocorreu por três vezes, conforme a vítima.

A menina relatou também que era ameaçada pelo avô. Caso ela contasse sobre os estupros, ele dizia que iria agredi-la, informou a Polícia.

A mãe da menina disse aos policiais que o agricultor afirmou ter estuprado a neta por vingança, pelo fato da família ter feito com que ele se separasse de uma antiga companheira. Ele também teria dito que “assumiria o erro”.

Durante o primeiro depoimento, conforme a Civil, o agricultor ficou calado e disse que só falaria em juízo. No entanto, após o cumprimento do mandado de prisão nessa quinta-feira, ele confessou o estupro e afirmou ter praticado por três vezes.

O mandado de prisão foi solicitado pelo Ministério Público Estadual da Comarca de Bonfim. A prisão foi formalizada na Delegacia de Normandia. O homem foi recambiado até Boa Vista e deve passar por Audiência de Custódia na manhã desta sexta-feira (24).

Fonte: G1 – Foto: Divulgação/Ascom/Polícia Civil