Júri dos EUA debate destino de policiais envolvidos na morte de George Floyd

Um júri dos Estados Unidos começou a deliberar na manhã desta quarta-feira (23) sobre o destino de três policiais presentes durante o assassinato do afro-americano George Floyd em 2020, que provocou protestos em todo o país.

Tou Thao, 36 anos, Alexander Kueng, 28, e Thomas Lane, 38, são acusados de não terem dado ajuda suficiente a Floyd durante sua prisão, apesar dos claros sinais de maus-tratos.

Os três policiais estão sendo julgados há um mês por um tribunal federal de Saint Paul, no norte dos Estados Unidos. As alegações finais foram realizadas na terça-feira.

“É seu dever determinar os fatos e depois aplicar a lei”, declarou o juiz Paul Magnuson ao júri, composto por oito mulheres e quatro homens, nesta quarta-feira.

“Não deixem que sua compaixão ou seus preconceitos os influenciem”, acrescentou, antes que os jurados começassem a deliberar, o que pode demorar vários dias.

Um quarto policial, Derek Chauvin, foi condenado por homicídio culposo em junho e sentenciado a 22 anos e meio de prisão.

Chauvin foi quem manteve o joelho no pescoço de Floyd por longos minutos, sufocando-o, em 25 de maio de 2020, enquanto Alexander Kueng pressionava as costas do detido e Lane segurava suas pernas. Thao mantinha os transeuntes à distância.

Além de não ajudar Floyd, os agentes Thao e Kueng são acusados de não intervir para dissuadir Chauvin de “exercer força irracional”. Lane, que sugeriu colocar o afro-americano de lado durante a intervenção policial, não responde a essa acusação.

Os policiais foram inicialmente chamados por um comerciante que suspeitava que Floyd o havia pago com uma nota falsa de US$ 20.

O vídeo da ação policial se espalhou pela internet e desencadeou enormes manifestações contra o racismo e a violência da polícia nos Estados Unidos durante o verão de 2020.

Os três policiais também serão julgados no estado de Minnesota por “cumplicidade em assassinato” a partir de junho.

Fonte: Yahoo!