Internautas aprovam punição para mensagens violentas contra mulher, diz enquete

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Os números da enquete “Violência contra as mulheres nas redes sociais” foram apresentado  no seminário Mulheres, Violência e Mídias Sociais, evento que integra a campanha 16 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra a mulher (Foto: Reprodução)

No momento em que casos de agressões e desrespeito nas redes sociais contra mulheres ganham visibilidade, enquete eletrônica do DataSenado mostra que 89% dos entrevistados aprovam a criação de lei para punir quem divulgar nas redes sociais mensagens que estimulem a violência contra essa parcela da população.

De acordo com a consulta, nos últimos meses 84% já viram publicações na redes sociais com conteúdos que estimulam a violência contra as mulheres. Os dados são parciais e se referem às 11.850 pessoas que responderam à pesquisa. Os números da enquete “Violência contra as mulheres nas redes sociais” foram apresentado hoje (2), no seminário Mulheres, Violência e Mídias Sociais, evento que integra a campanha 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher.

Um exemplo da violência contra a mulher nas redes sociais é o da blogueira Lola Aronovich. Ameaças de violência física e sexual e de morte se tornaram frequentes no blog e redes sociais da feminista por causa da forma como ela aborda a temática da mulher nos textos postados.

A violência de gênero dos “inimigos declarados” nas redes sociais também se estendeu à família de Lola, que é professora da Universidade Federal de Santa Catarina. “Vamos te matar” e “Vamos te cortar em 20 pedaços” são exemplos de mensagens postada nas redes sociais da blogueira.

“A gente se cerca de pessoas boas, de homens bons, mas na internet é outro universo. Talvez por conta do anonimato, vira um espaço para a pessoa ventilar a frustração que tem, o ódio forte às mulheres e a outros grupos historicamente oprimidos”, afirmou Lola Aronovich durante o seminário. “Fico incrédula, pois se trata apenas de um blog feminista. Não faz muito sentido pra mim.”

Doutora em direito e integrante do Comitê Latino-Americano e do Caribe para Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem/Brasil), Soraia da Rosa Mendes informou que a violência manifesta contra as mulheres nas redes sociais é a repetição dos padrões já conhecidos e que agora se reproduzem em um outro meio.

“A ideia que permeia a discussão da violência praticada por meio das redes sociais é exatamente aquela que tem o gênero como categoria fundamental. O que as redes sociais mostram é que temos ainda a repetição de padrões de xingamentos e situações de humilhação que são reconhecidos dentro de espaços um pouco menores”, acrescentou.

Segundo Soraia da Rosa Mendes, diferente da violência física, que deixa marcas, a agressão na internet ainda inclui o desafio de ser mais difícil de se comprovar. “A violência psicológica e moral é muito mais difícil de ser comprovada e de se demonstrar. Embora tenhamos todos os registros de agressões praticadas nas redes sociais, é mais difícil de comprovar a dor e o sofrimento impostos às vítimas de xingamentos.”

Para Soraia Mendes, o Brasil ainda não dispõe de regulação efetiva para esse tipo de crime. Consultora de comunicação e marketing, Eloá Muniz da Silva destacou o desafio de fiscalizar e punir as agressões contra a mulher nas redes sociais pela diversidade de possibilidades que elas proporcionam. “Será muito difícil conseguirmos uma legislação para a internet, porque teremos de legislar sobre vídeo, fotografia, texto, tudo que ela junta. Nesse sentido, é um desafio muito grande.”

Além de demonstrar que os internautas tomam conhecimento de postagens desrespeitosas à mulher na internet, a enquete do DataSeando mostrou também que 90% dos que já responderam às perguntas acreditam que as redes sociais deveriam ser mais usadas para combater a violência contra as mulheres.

Fonte: Agência Brasil

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