26 de fevereiro, 2026

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Inspetora de escola cívico-militar registra boletim de ocorrência após ser ofendida por dois alunos em Avaré

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Uma funcionária, de 62 anos, inspetora da escola estadual cívico-militar Dona Maria Izabel Cruz Pimentel, em Avaré (SP), registrou um boletim de ocorrência após relatar ter sido ofendida por dois alunos nesta quarta-feira (25), dentro da unidade escolar.

Segundo o registro policial, a Polícia Militar foi acionada com a informação de que a inspetora teria recebido xingamentos de baixo calão durante o intervalo. O teor das ofensas não foi detalhado.

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Ainda segundo o registro, os adolescentes envolvidos foram encaminhados ao Plantão Policial. O Conselho Tutelar e os responsáveis legais pelos alunos também compareceram ao local.

Aos policiais, a vítima relatou que a vice-diretora da unidade adotou as providências necessárias e estava ciente de que um boletim de ocorrência seria registrado a respeito das ofensas. Os responsáveis assinaram um termo de compromisso e responsabilidade, e os adolescentes foram liberados.

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O caso foi registrado como desacato na Delegacia de Polícia Civil de Avaré e será investigado.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), informou que a Unidade Regional de Ensino de Avaré vai apurar internamente o ocorrido e a conduta da equipe escolar em relação ao caso. Ainda conforme a Seduc-SP, a inspetora está recebendo suporte psicológico por meio do programa Psicólogos nas Escolas.

“Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a diretora da escola interveio e adotou todas as medidas pedagógicas e disciplinares cabíveis em relação aos estudantes, além de convocar os responsáveis para esclarecimentos”, diz a nota.

Funcionária da escola estadual em Avaré registrou um B.O após ser ofendida por alunos (Foto: Reprodução/ Secretaria de Educação do Estado de São Paulo)

Escolas cívico-militares

No primeiro semestre de 2025, a Seduc-SP concluiu o processo de seleção das 100 primeiras escolas estaduais que optaram pelo modelo cívico-militar. A escolha ocorreu por meio de consulta pública com a comunidade escolar, realizada entre março e abril, envolvendo 300 unidades previamente interessadas.

A adesão ao programa exigiu votação favorável de ao menos 50% dos participantes mais um. Como o número de escolas aprovadas superou o limite estabelecido de 100 unidades, a Secretaria da Educação aplicou critérios técnicos de desempate, como número de votos, oferta de mais de um nível de ensino e localização geográfica.

Fonte: G1

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