14 de janeiro, 2026

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Incêndios florestais, enchentes, secas e tempestades causaram 17,2 mil mortes e US$ 224 bilhões em perdas econômicas em 2025

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Em 2025, os danos relacionados a ‘desastres naturais’ chegaram a US$ 224 bilhões (aproximadamente R$ 1,2 trilhão), dos quais cerca de US$ 108 bilhões (R$ 580 bilhões) foram cobertos por seguros, de acordo com dados da seguradora Munich Re. Cerca de 17.200 pessoas morreram em todo o mundo, em 2024, foram 11.000 mortes.

As perdas seguradas no ano passado superaram novamente a marca de US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões). Os eventos climáticos responderam por 97% delas. A destruição causada por esses eventos, aponta a seguradora, superou as médias ajustadas pela inflação dos últimos 10 e 30 anos (perdas totais de US$ 136 bilhões ou R$ 730,5 bilhões e US$ 90 bilhões ou R$ 483,4 bilhões, e perdas seguradas de US$ 60 bilhões ou R$ 322,3 bilhões e US$ 33 bilhões ou R$ 177,2 bilhões), respectivamente.

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“O ano [de 2025] começou de forma difícil, com perdas muito elevadas causadas pelos incêndios florestais em Los Angeles. Por pura sorte, os Estados Unidos foram poupados de impactos diretos de furacões em 2025. Ainda assim, o país lidera as estatísticas de perdas, devido à tendência crescente de danos expressivos provocados por riscos não associados a eventos de pico”, disse Thomas Blunck, membro do Conselho de Administração da Munich Re, em comunicado.

Citado pelo executivo, os incêndios florestais que ocorreram em Los Angeles, em janeiro, foram o desastre natural mais caro de 2025. As perdas totais somaram cerca de US$ 53 bilhões (R$ 285 bilhões), incluindo aproximadamente US$ 40 bilhões (R$ 214,8 bilhões) em perdas seguradas.

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Em segunda lugar ficou o terremoto severo de magnitude 7,7 em Myanmar, que provocou a morte de 4.500 pessoas. As perdas totais estimadas foram de cerca de US$ 12 bilhões (R$ 64,4 bilhões), sendo que apenas uma pequena parcela estava segurada.

Tempestades severas que se estenderam por vários dias e atingiram estados do centro e do sul dos Estados Unidos em março também entram nessa lista. Neste caso, as perdas chegaram a cerca de US$ 9,4 bilhões (R$ 50,5 bilhões), dos quais US$ 7 bilhões (R$ 37,6 bilhões) estavam segurados.

Muitos dos eventos extremos de 2025 foram influenciados pela crise climática. Caso dos incêndios florestais em Los Angeles, de vários furacões particularmente intensos no Atlântico Norte e de muitas enchentes catastróficas.

“Um mundo mais quente torna os eventos climáticos extremos mais prováveis. Como 2025 foi mais um ano muito quente, os últimos doze anos figuram entre os mais quentes já registrados. Os sinais de alerta persistem e, nas condições atuais, as mudanças climáticas podem se agravar ainda mais”, afirmou Tobias Grimm, climatologista-chefe da Munich Re.

Panorama geográfico

Américas

Em 2025, a América do Norte (incluindo a América Central e o Caribe), concentrou a maior parte das perdas. As totais somaram US$ 133 bilhões (R$ 714m4 bilhões), dos quais aproximadamente US$ 93 bilhões (R$ 500 bilhões) foram segurados.

Os prejuízos foram atribuídos principalmente aos incêndios florestais em Los Angeles, ao furacão Melissa e a diversas tempestades severas com chuvas intensas, tornados e granizo. Em relação às tempestades severas nos Estados Unidos, elas totalizaram US$ 56 bilhões (R$ 300,8 bilhões) em perdas, dos quais US$ 42 bilhões (R$ 225,6 bilhões) estavam segurados. A média dos últimos dez anos foram de: US$ 39 bilhões ou R$ 209,5 bilhões (perdas totais) e US$ 29 bilhões ou R$ 155,7 bilhões (perdas seguradas).

Europa

As perdas decorrentes de desastres naturais na Europa foram estimadas em cerca de US$ 11 bilhões (R$ 59 bilhões) no ano passado. Aproximadamente metade deste montante estava segurada.

Os eventos mais onerosos na região incluíram uma forte onda de frio na Turquia – com perdas totais de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões), sendo US$ 0,6 bilhão (R$ 3,2 bilhões) segurado -, e tempestades de granizo na França, Áustria e Alemanha, que geraram perdas de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,4 bilhões), dos quais US$ 0,8 bilhão (R$ 4,3 bilhões) estava segurado.

Ásia-Pacífico e África

Na região da Ásia-Pacífico, os desastres naturais resultaram em perdas totais de aproximadamente US$ 73 bilhões (R$ 392,1 bilhões). Desse total, apenas US$ 9 bilhões (R$ 48,3 bilhões) estavam segurados.

A Munich Re destaca que isso é reflexo da baixa penetração de seguros em muitos países de menor renda, onde esse índice permanece abaixo de 5%.

Alguns dos principais desastres naturais da região foram o terremoto em Myanmar e uma série de enchentes severas durante a estação de monções no outono. Inundações no nordeste da China, por exemplo, causaram perdas agregadas de US$ 5,8 bilhões (R$ 31,1 bilhões), sendo menos de US$ 0,5 bilhão (R$ 2,7 bilhões) segurado.

Já o ciclone tropical Ditwah, o terceiro desastre natural mais caro da Ásia-Pacífico no ano, provocou perdas totais de cerca de US$ 4 bilhões (R$ 21,5 bilhões), das quais menos de US$ 0,5 bilhão (R$ 2,7 bilhões) estava segurado.

Na África, por sua vez, as perdas foram de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 16, bilhões), sendo menos de um quinto desse valor estava segurado. Mais da metade das perdas no continente foi causada por três ciclones severos, que atingiram a ilha francesa de Reunião em fevereiro; Madagascar, em janeiro, e Moçambique, em março.

Fonte: Um Só Planeta

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