03 de abril, 2025

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Imagens da Nasa mostram como os Alpes suíços perderam gelo nos últimos anos

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Com mais de 1.000 km de extensão e ultrapassando as fronteiras de oito países europeus, os Alpes estão entre as maiores e mais altas cadeias montanhosas do planeta. A formação é conhecida, sobretudo, por geleiras, que dão um aspecto único ao local.

No entanto, com o passar dos anos e o avanço das mudanças climáticas, muitos desses relevos glaciais derreteram e perderam seu formato original. A comparação entre a quantidade de neve existente no passado foi flagrada pela Nasa, com mostrou o blog Earth Observatory, da agência espacial americana.

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Usando os satélites Landsat 5 e 8, os especialistas ilustraram, lado a lado, como o cenário mudou ao longo de quatro décadas, entre 2 de setembro de 1984 e 6 de agosto de 2024. As fotografias focam na Geleira Aletsch (Grosser Aletschgletcher) no sudoeste da Suíça, considerada a maior da cadeia.

À esquerda, a imagem capturada da Geleira Aletsch, nos Alpes suíços, em 2 de setembro de 1984. À direita, o registro do mesmo local, quase quatro décadas mais tarde, em 6 de agosto de 2024 (Foto: Nasa)

Derretimento nos Alpes suíços

Como é possível visualizar nas imagens, o encurtamento e o estreitamento da área de superfície de uma geleira indicam uma perda líquida de massa de gelo. É como, por exemplo, duas tigelas de tamanhos iguais cheias com quantidades diferentes de água, em que o recipiente com menos água exibe altura de superfície e área menores.

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De acordo com a iniciativa Swiss Glacier Monitoring Network (GLAMOS), a Aletsch recuou mais de 1.300 metros desde 1984. Ela também ficou mais fina, contribuindo para a aparência mais estreita da geleira na cena de 2024. Estima-se que, nas quatro décadas que separam os registros, 43 metros de água foram perdidos.

As geleiras vizinhas de Aletsch também mostram declínio, mas a perda de volume aparece de forma mais sutil na fotografia. A geleira Oberaletsch, localizada à esquerda do maior monte, recuou mais de 240 metros, e a geleira Fiescher, à direita, diminuiu o seu tamanho em 1.000 metros.

Vale destacar, no entanto, que o registro de 2024 foi capturado logo após um verão particularmente quente. Acredita-se que o calor intenso tenha derretido boa parte da neve abundante do inverno anterior, e diminuído o volume da região em até 2,5%.

Degelos ao redor do globo

Geleiras em outras partes do mundo, como no Alasca (EUA), contribuíram mais em termos de perda total de massa nos últimos anos, indica uma avaliação das mudanças de massa entre 2000 e 2023. No entanto, as maiores perdas relativas durante esse período ocorreram em áreas com menor área glacial.

A Europa Central, por exemplo, que inclui a Suíça, perdeu 39% de seu gelo glacial durante esse período. Por isso, a importância de os pesquisadores voltarem a sua atenção e estudos para a região.

Fonte: Um Só Planeta

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