Idoso recebe as duas doses da vacina contra a Covid-19 de laboratórios diferentes em Bauru

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Um idoso de Bauru (SP) foi vacinado com as duas doses da vacina contra a Covid-19, porém, de laboratórios diferentes.

Segundo a prefeitura, ele havia tomado a primeira dose da CoronaVac e esteve na UBS Jardim Jussara/Celina, na terça-feira (20), para tomar a segunda dose da mesma vacina, mas acabou sendo imunizado com a dose da AstraZeneca.

A administração municipal informou que “está apurando o motivo do equívoco” e disse ainda que a Secretaria de Saúde afirmou que a dose aplicada no paciente é considerada como segunda dose. Isto é, eles consideram que o paciente está completamente imunizado.

Ainda de acordo com a secretaria, o homem foi à unidade de saúde pela manhã, quando é aplicada a primeira dose, por isso houve a confusão em relação às doses. Já que a segunda dose é aplicada apenas após às 13h.

A prefeitura reforça que está instruindo os servidores sobre os cuidados necessários para evitar falhas. A secretaria afirmou que as pessoas devem se atentar aos horários e fazer os agendamentos para evitar possíveis equívocos.

A aplicação da primeira dose ocorre em Bauru das 8h às 12h e a segunda dose, das 13h às 16h30, de segunda à sexta-feira.

O Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre o caso. A UBS do Jardim Jussara vai acompanhar o paciente até que o órgão se posicione.

O infectologista, Alexandre Naime Barbosa, Chefe do Departamento de Infectologia da Unesp e consultor para Covid-19 da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Associação Médica Brasileira, discorda da afirmação da secretaria de que o idoso esteja completamente imunizado.

Segundo o infectologista, se houver tempo, o paciente deve tomar a segunda dose da CoronaVac, respeitando o prazo de até quatro semanas indicado entre as doses deste fabricante.

Porém, se já estiver passado este prazo, desde a aplicação da primeira dose do imunizante, a dose da CoronaVac deve ser desconsiderada e ser considerada apenas a dose da AstraZeneca, como sendo a primeira dose, e, a partir da data da imunização desta, é preciso contar o prazo correto de três meses para tomar a segunda dose do mesmo laboratório.

“Não é considerada imunizada aquela pessoa que recebe vacinas com duas plataformas diferentes, pois elas têm modos distintos de ativar o sistema imunológico”, explica o médico.

Em relação aos efeitos adversos, o médico informa que as possibilidades de acontecer algo com o idoso é muito pequena, pois as vacinas são seguras.

“É muito difícil acontecer qualquer coisa, pois são vacinas muito seguras, mesmo que tenham sido dadas de forma errônea.”

Fonte: G1 – Foto: William Silva e Fernanda Elnour/TV TEM

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