Idosa de 73 anos salta de paraquedas no dia de retomada das atividades do centro em Boituva

Uma idosa de 73 anos foi uma das primeiras pessoas a saltar de paraquedas no Centro Nacional de Paraquedismo (CNP) após a reabertura nesta quinta-feira (4). Acompanhada do neto, Maria Angela Seixas não hesitou em participar da aventura.

“Quando eu comecei a ouvir sobre paraquedas, eu pensei: ‘deve ser uma sensação muito gostosa, né? Eu quero’. Eu sempre gostei de esporte radical”, disse a idosa em entrevista.

Idosa de 73 anos salta de paraquedas no dia da retomada das atividades do centro em Boituva (Foto: Jamie Rafael/TV TEM)

“Para falar a verdade eu estou bem feliz que a gente vai fazer isso e, apesar de ter acontecido o que aconteceu, eu estou bem seguro porque com certeza eles revisaram todos os equipamentos. […] Eu não estou com medo de acontecer nada de ruim, só estou ansioso pela experiência”, afirmou o neto de Maria Angela, Guilherme Seixas Lafratta.

As atividades no CNP estavam suspensas desde a noite do último dia 22, quando uma decisão judicial determinou a imediata proibição de lançamentos sobre as áreas urbanas da cidade.

A suspensão ocorreu três dias após a morte de Andrius Jamaico Pantaleão, um aluno de paraquedismo que caiu sobre o telhado de uma casa em Boituva no dia 19 de julho.

Nesta quarta-feira (3), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu uma liminar que permitiu a retomada dos saltos nas áreas urbanas, e o CNP voltou a funcionar.

Andrius Jamaico Pantaleao morreu em acidente de paraquedas em Boituva — Foto: Arquivo Pessoal
Andrius Jamaico Pantaleao morreu em acidente de paraquedas em Boituva (Foto: Arquivo Pessoal)

No documento, o desembargador Alex Zilenovski considerou os argumentos da defesa das empresas de paraquedismo. Elas afirmaram que:

  • operações de decolagem e lançamento de paraquedistas são reguladas pela Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC);
  • as empresas se encontram regularmente inscritas nos órgãos regulatórios;
  • manter os saltos suspensos causa prejuízos e a “morte empresarial”;
  • não há qualquer motivo que justifique a tese de que o lançamento de paraquedistas em áreas urbanas possa atrapalhar as investigações.

Nesta quarta-feira (3), as empresas de paraquedismo assinaram um termo de compromisso com novas medidas para garantir a segurança dos alunos. Uma delas foi proibir que o treinamento em túnel de vento substitua uma parte dos sete saltos necessários para se formar paraquedista.

“O treinamento em túnel de vento eliminava alguns saltos da progressão do aluno que queria se tornar um paraquedista, e daqui para a frente não. Você pode fazer o treinamento em túnel de vento, é muito bom inclusive, mas todos os saltos da progressão vão ser obrigatórios”, explica o presidente do CNP, Marcelo Costa.

Centro Nacional de Paraquedismo em Boituva, no interior de São Paulo — Foto: skyradical.com.br/Reprodução
Centro Nacional de Paraquedismo em Boituva, no interior de São Paulo (Foto: skyradical.com.br / Reprodução)

Além disso, a Prefeitura de Boituva analisa a construção de uma nova área para pousos no CNP, para reduzir chances de acidentes nas áreas urbanas, e trabalha para a instalação de uma base do Samu próxima ao centro.

Fonte: G1