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O homem de 21 anos que matou a ex-namorada a facadas na frente do filho dela, em Itararé (SP), tirou uma foto da vítima morta e enviou para um grupo da igreja por um aplicativo de mensagens, segundo a Polícia Civil.
Conforme a polícia, a vítima, Raquel de Oliveira Lima, não quis se casar com o ex-namorado, João Carlos Rodrigues de Lima, e ele já havia afirmado que a mataria caso ela não aceitasse.
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O corpo de Raquel é velado no velório da Santa Casa e o sepultamento está marcado para às 10h deste sábado (29), no cemitério municipal.
Uma câmera de segurança flagrou o momento em que a mulher foi atacada na rua e morta. As imagens também mostram ele mexendo no celular perto do corpo após o crime. O homem foi preso e confessou o crime.
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João Carlos teve a prisão temporária convertida para preventiva na sexta-feira (28) e segue em Itararé. Até a publicação desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com a defesa de João Carlos Rodrigues de Lima.
‘Tirou uma parte da gente’
O pai da jovem diz que o suspeito do crime “tirou uma parte da família”. Gildo Lima conta que soube do assassinato a partir do momento em que a criança começou a gritar por socorro. João Carlos ainda estava no local no momento em que ele chegou.
“Eu só escutei o grito de socorro do menininho, dizendo que a mãe havia sido esfaqueada. Eu cheguei no local e minha filha já estava sem vida. Ela morava conosco e o namorado aparentava ser uma pessoa boa, até então, nós não imaginávamos que ele seria capaz de cometer uma fatalidade dessa”, descreve.
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O pai de Raquel diz que, por conta de Itararé ser uma cidade pequena, a família tem recebido apoio de muitas pessoas, incluindo figuras políticas. Para ele, a morte da filha significa um vazio difícil de ser recuperado.
“Estamos muito chocados, abalados, sentindo uma dor muito grande. O que ele fez não se faz a nenhum animal, ele tirou uma parte da gente. Fiquei muito surpreso de ele tirar a vida da minha filha dessa forma”, lamenta.
Gildo ainda revela que chegou a ter um diálogo com João Carlos momentos após o crime. No momento de tensão, ele deu um empurrão no suspeito.
“Eu fiquei tão transtornado que Deus me deu muita força na hora para dar um empurrão nele. A lembrança que fica é que a Raquel era uma pessoa muito dócil, alegre, que tocava violão. A cidade toda está mobilizada por nós. É uma dor sem fim”, pontua.

Nas redes sociais, a Prefeitura de Itararé publicou uma nota lamentando a morte de Raquel. Ela era estagiária em uma escola municipal da cidade desde 2024 e, após o crime, foi decretado luto oficial de três dias em todo o município.
“Raquel contribuía com a rede municipal desde abril de 2024 com dedicação, sensibilidade e responsabilidade no apoio às unidades escolares de ensino. A administração municipal lamenta profundamente a perda irreparável de uma jovem trabalhadora, mãe e integrante de nossa comunidade escolar, cuja vida foi interrompida de forma brutal e inaceitável”, diz a nota.
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Fonte: G1