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Fiscalização da Polícia Civil encontrou cão com ferimento grave no olho, aves sem água ou alimento e ambiente descrito como insalubre
Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil na manhã da quarta-feira (4) durante uma ação que apurava maus-tratos a animais no Assentamento Estação Miranda de Azevedo, na zona rural de Itatinga.
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A ocorrência teve início após um morador procurar a Delegacia de Polícia e informar que um cão estaria há mais de uma semana com um ferimento grave em um dos olhos, sem receber qualquer tipo de tratamento.
Diante da denúncia, a Polícia Civil organizou diligência até o local, com apoio da Vigilância Sanitária Municipal e acompanhamento de uma médica veterinária.
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Durante a vistoria, os agentes constataram que o cão apresentava uma lesão extensa na região do olho esquerdo, além de outro ferimento próximo. Também foram identificados ovos de varejeira sobre lesões nas patas, condição que poderia evoluir para miíase, conhecida popularmente como bicheira.
No quintal da propriedade foram encontrados outros cães com pelagem longa e grande acúmulo de nós, inclusive próximos à região anal, o que, segundo os agentes, evidenciava falta de cuidados básicos de higiene.
No terreno também havia porcos, galinhas, patos e galos. Sete galos estavam confinados, sendo cinco em uma estrutura de madeira e dois em gaiolas. Alguns apresentavam ausência de penas na região do peito e sob as asas, com a pele visivelmente irritada.
No momento da fiscalização, os animais não possuíam água nem alimento disponíveis. Os recipientes destinados à água e comida, tanto dos cães quanto das aves e suínos, estavam vazios, sujos e com as bordas esverdeadas, aparentando acúmulo de lodo.
O ambiente foi descrito pelas autoridades como extremamente sujo e desorganizado.
Durante a abordagem, o homem relatou que o problema ocular do cão seria consequência da idade avançada do animal. Ele afirmou que não buscou atendimento veterinário e que costuma utilizar apenas spray cicatrizante nos cães.
Em relação aos galos encontrados confinados, declarou que não realiza rinha de animais e que os mantém para engorda e consumo próprio.
A médica veterinária que acompanhou a ação elaborou parecer técnico apontando a existência de condições caracterizadoras de maus-tratos. Fotografias dos animais e do local foram registradas e serão anexadas ao procedimento policial.
Diante das evidências constatadas no local, o homem recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais.
Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia e posteriormente encaminhado à Cadeia Pública Transitória, onde permanece à disposição da Justiça.
O caso segue em análise pelo Poder Judiciário.