23 de janeiro, 2026

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Guia para escolher as melhores botas de segurança

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Na segurança do trabalho, poucos equipamentos são tão cruciais quanto o calçado de proteção. Longe de ser apenas um item exigido por lei, a bota de segurança é a primeira linha de defesa contra impactos, perfurações, riscos elétricos e químicos que ameaçam a integridade dos seus pés. É o alicerce que sustenta sua jornada de trabalho, garantindo que você volte para casa em segurança.

A escolha do par ideal envolve uma análise minuciosa do ambiente de trabalho, dos riscos envolvidos e, principalmente, das especificações técnicas que o calçado oferece. Ignorar esses detalhes pode resultar em desconforto diário, lesões a longo prazo ou, pior, falha na proteção durante um acidente.

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Por isso, encarar essa decisão como um investimento em saúde e produtividade é fundamental. Pesquisar e entender os diferentes modelos e tecnologias disponíveis é o primeiro passo para encontrar as melhores botas de segurança para a sua rotina específica. A excelência neste EPI significa menos preocupações e mais foco nas suas tarefas diárias.

Por que a qualidade não é negociável

Muitas vezes, a economia na compra de um EPI se traduz em um custo muito maior no futuro, seja em afastamentos por lesões ou na necessidade de substituições precoces. Um calçado de qualidade superior garante que as características de proteção, como a resistência da biqueira e a tração do solado, permaneçam intactas por muito mais tempo.

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Um calçado de segurança mal ajustado ou de material inferior é um fator de risco constante. Ele pode causar bolhas, calos, dores na coluna e fadiga crônica, afetando diretamente a performance e o humor do trabalhador. Por outro lado, um modelo de alta performance oferece ergonomia e conforto que se equiparam a um bom calçado esportivo.

A busca por marcas renomadas e certificadas é um atalho inteligente para quem precisa de confiança. Inclusive, é sabido que em publicações especializadas, como as encontradas no Guia do Trilheiros, a avaliação de durabilidade e resistência dos materiais é um ponto de análise rigorosa antes de qualquer recomendação.

Critérios essenciais de escolha

Para simplificar a sua decisão, organizamos os fatores técnicos mais importantes que você deve considerar. Lembre-se que cada detalhe foi desenvolvido para atender a um risco específico dentro do ambiente laboral.

O material certo para cada ambiente

O cabedal (a parte superior da bota) dita a durabilidade e a proteção contra agentes externos. Couro legítimo, por exemplo, oferece resistência mecânica e respirabilidade, sendo ideal para a construção civil ou áreas de manutenção. Já a microfibra é uma excelente opção para ambientes da indústria alimentícia ou hospitalar, pois é mais leve, fácil de higienizar e extremamente resistente à umidade.

Em situações de trabalho com produtos químicos, materiais como PVC ou borracha nitrílica são obrigatórios para garantir total impermeabilidade e resistência.

Biqueira: aço, composite ou PVC?

A biqueira é o coração da proteção frontal e deve ser escolhida de acordo com o nível de risco de queda de objetos pesados. A biqueira de Aço é o padrão de máxima resistência (200 Joules). Já o Composite, feito de fibra de carbono ou vidro, oferece a mesma proteção, mas é mais leve, não conduz eletricidade nem frio, sendo ideal para eletricistas ou ambientes refrigerados. A biqueira de PVC é usada em calçados ocupacionais, que protegem contra riscos leves, como topadas, e não contra grandes impactos.

Solado e tração antiderrapante

O solado deve ser resistente à perfuração e ter excelente aderência. Solados de Poliuretano (PU) são leves e oferecem ótimo amortecimento (especialmente o PU bidensidade). Para pisos molhados, oleosos ou escorregadios, o solado de Borracha Nitrílica, com tecnologia SRC (resistência máxima ao escorregamento), é a escolha mais segura. Nunca subestime a importância de um solado que oferece estabilidade e que absorve a energia do impacto no calcanhar.

O conforto é tão importante quanto a proteção

Um calçado desconfortável é um EPI inutilizado. A palmilha interna precisa ser anatômica e de boa espessura para reduzir a pressão plantar e absorver o choque da caminhada. A respirabilidade é outro ponto chave; materiais com forro têxtil ou que permitam a ventilação evitam o acúmulo de suor, prevenindo fungos e odores. Testar o calçado no final do dia, quando os pés estão inchados, pode garantir o ajuste ideal.

Normas e certificações: o CA é vital

No Brasil, um calçado só é considerado EPI se possuir o Certificado de Aprovação (CA), emitido pelo Ministério do Trabalho. O CA atesta que o produto foi testado e atende às rigorosas normas da ABNT NBR ISO 20345 (para calçados de segurança) e NR 6 (que define as obrigações para uso do EPI).

Certifique-se sempre de que o CA está válido e que o calçado tem as proteções adicionais (antiestática, isolamento térmico, etc.) necessárias para a sua função.

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