Grupo de diretores e vice-diretores da Unesp pede afastamento de Fernando Cury da “Frente Parlamentar em Defesa da Unesp”

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Diretores e vice-diretores de diversos campi da Universidade Estadual Paulista (Unesp), divulgaram uma moção de repúdio contra o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania), acusado de importunação sexual contra a deputada estadual Isa Penna (PSOL). Pedem, ainda, seu afastamento imediato da Frente Parlamentar em Defesa da Unesp, a qual o botucatuense é coordenador.

O documento, emitido no dia 23 de dezembro, tem a assinatura de 37 gestores das unidades da Unesp pelo Estado. Entre os signatários estão os professores Luiz Fernando Rolim de Almeida, vice Diretor do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB); e Maria Cristina Pereira Lima, diretora da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB).

“As diretoras, vice-diretoras, diretores e vice-diretores das unidades universitárias da Unesp vêm a público manifestar seu mais veemente repúdio ao comportamento do Deputado Fernando Cury ao importunar e assediar sexualmente a Deputada Isa Penna. Além da evidente quebra de decoro, é um dos mais lamentáveis episódios já vistos no plenário da ALESP. Manifestamos também, na pessoa da Deputada Isa Penna, solidariedade a todas as mulheres brasileiras obrigadas por uma sociedade adoecida pelo machismo e pela misoginia a conviver rotineiramente com o medo do assédio, do estupro e do feminicídio. A luta pela igualdade de gênero é das mulheres, mas urge cada vez mais que seja também dos homens”, especifica a nota emitida.

Os gestores também justificam que o desligamento de Cury da Frente Parlamentar em Defesa da Unesp se faz necessária, já que “nossa comunidade universitária não aceita ser usada por quem cuja conduta não está à altura dos valores que a nossa Universidade prega”.

O deputado é acusado de importunação sexual ocorrida no dia 17 de dezembro, com ato tendo ocorrido no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em sessão que apreciava o orçamento paulista para 2021. Em determinado momento, Cury se aproximou por trás de Isa Penna, que conversava com o presidente da Casa, Cauê Macris. A abraçou e colocou as mãos na lateral do corpo da parlamentar, na altura dos seios. O ato foi registrado pelas câmeras de televisão, já que a sessão era transmitida ao vivo.

Tal ato gerou série de protestos e manifestações de personalidades políticas, artísticas e da comunidade em geral. O Cidadania, partido ao qual Cury é filiado, suspendeu o mesmo de toda e qualquer atividade. Foi instaurado processo no Comitê de Ética para apuração dos fatos e possíveis penalidades, como a expulsão.

A Alesp também averiguará a conduta, por meio de sua Comissão de Ética, que teve assinaturas suficientes para abrir processo em pleno recesso de janeiro. O deputado se manifestou na tribuna da Alesp, no dia seguinte, pedindo desculpas por qualquer transtorno e que não tinha a intenção do ato. Depois, somente emitiu notas oficiais aos telejornais da Rede Globo de televisão, como o Jornal Nacional e o Fantástico.

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