Governo do Chile promete reforçar sinalização em área onde brasileiras morreram atingidas por rochas

O governo do Chile afirmou nesta terça-feira (4) que vai reforçar a instalação de placas que alertem sobre os riscos nas imediações do reservatório El Yeso, local onde uma rocha se desprendeu da montanha e matou duas meninas brasileiras.

Em comunicado, o Serviço Nacional de Turismo do Chile (Sernatur) disse que convocou reunião com os responsáveis pelo parque para discutir maneiras de evitar novos acidentes.

Isadora Bringel e Khálida Trabulsi, de 7 e 3 anos de idade, morreram após queda de rocha no Chile — Foto: Arquivo pessoal
Isadora Bringel e Khálida Trabulsi, de 7 e 3 anos de idade, morreram após queda de rocha no Chile (Foto: Arquivo pessoal)

O reservatório El Yeso fica na região do Cajón del Maipo, área montanhosa perto da capital chilena, Santiago. A cor azul turquesa da água e a neve, no inverno, chamam a atenção dos turistas.

O conselheiro municipal Alejandro Hormazabal, que presenciou o desastre, afirmou que não havia placas ou avisos para impedir o trânsito de pessoas na região de El Yeso. “Havia uma barreira, mas nenhum letreiro que impedisse o acesso de pedestres”, afirmou.

Em comunicado, o Sernatur explicou que há uma barreira para impedir a passagem de ônibus e outros veículos a partir do quilômetro 21,7 da estrada que leva ao reservatório. O próprio órgão, vinculado ao governo chileno, também diz que os turistas costumam seguir a pé em direção a um mirante – local onde estavam as famílias brasileiras, segundo uma testemunha.

Após o incidente, o governo chileno fechou a rodovia de acesso ao reservatório El Yeso. Parte dela foi reaberta para veículos nesta noite, informou o governo da província de Cordillera.

Vítimas eram amigas

Khálida Trabusli Lisboa, de 3 anos e Isadora Bringel, de 7 anos, viajavam pelo Chile com as respectivas famílias, que são amigas. As duas meninas, inclusive, estudavam na mesma escola em Bacabal, cidade no interior do Maranhão onde ambas viviam.

Raimundo Lisboa, avô de Khálida, contou que a família está em estado de choque com a morte da neta que completaria 4 anos em 22 de junho. “O convívio não poderia ser melhor. Era uma menina alegre. Quarta-feira foi meu aniversário e ela fez um bolo para mim, cantou parabéns para mim. Era uma criança maravilhosa, amada. Está todo mundo em estado de choque”, contou Raimundo.

As duas meninas estudavam juntas na mesma escola em Bacabal, no Maranhão. Nesta terça-feira (4) as aulas no Colégio Reis Magos foram suspensas por conta da morte das crianças.

Dois familiares e uma advogada vão viajar para o Chile na madrugada desta quarta-feira (5) para ajudar na liberação do corpo de Khálida. De acordo com o avô da menina, ainda não há previsão por parte das autoridades chilenas para a liberação do corpo da sobrinha, mas a família espera que o procedimento esteja pronto até o fim da semana.

A família de Isadora informou que nenhum familiar deve ir ao Chile e que deve entrar com os procedimentos legais para liberar o corpo a partir do Maranhão. Ainda não há informações sobre quando o corpo da menina deve chegar ao estado.

Fonte: G1