Governo da Venezuela diz à Opas que não receberá vacina AstraZeneca

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O governo venezuelano informou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que não comprará vacinas da AstraZeneca contra a covid-19 pelo mecanismo Covax e que só receberá as aprovadas pelas autoridades sanitárias do país caribenho, informou nesta quarta-feira (24) a vice-presidente Delcy Rodríguez.

Caracas informou a um representante da Opas sua decisão em 15 de março, em reunião na qual foi estudado o esquema do mecanismo Covax, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a distribuição equitativa das imunizações, explicou Rodríguez em discurso pela televisão.

A vice-presidente venezuelana justificou a decisão por “laudos técnicos” que o governo possui sobre a vacina AstraZeneca.

Segundo Rodríguez, durante a reunião o governo venezuelano informou ao representante da Opas que “já está claro que a Venezuela irá escolher por meio deste mecanismo (Covax) qual vacina será aplicada no povo venezuelano”.

A Venezuela até agora aprovou apenas a imunização contra a covid-19 com a vacina russa Sputnik V e a chinesa Sinopharm.

Na terça-feira, Ciro Ugarte, diretor do Departamento de Emergências Sanitárias da Opas, afirmou que a Venezuela receberia vacinas da empresa anglo-sueca AstraZeneca produzida pela Coreia do Sul por meio da Covax, garantindo que não seriam as doses suspensas na Europa devido a possíveis riscos de coagulação.

A Opas informou no início de fevereiro que a Venezuela reservou entre 1,4 milhão e 2,4 milhões de doses de vacinas anticovid sob a Covax. Mas a Opas, órgão regional da OMS, alertou que a Venezuela corre o risco de perder a reserva se não pagar um adiantamento de 18 milhões de dólares pelos imunizantes.

O governo de Maduro, que formou uma comissão técnica com legisladores da oposição e membros da Opas para gerenciar a pandemia, não tem acesso aos recursos do país no exterior, cujo controle está nas mãos do líder oposicionista Juan Guaidó, reconhecido desde 2019 como presidente interino da Venezuela pelos Estados Unidos e outros cinquenta países.

Maduro pediu à Opas que providencie a compra de vacinas para liberar 300 milhões de dólares da Venezuela bloqueados no Banco da Inglaterra em meio a sanções financeiras.

Em 19 de março, Guaidó anunciou a liberação de 30 milhões de dólares correspondentes a recursos bloqueados no exterior, com os quais o país pagará sua entrada no mecanismo da OMS para importar as doses.

Fonte: Yahoo!

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