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Colaboradores relatam problemas recorrentes envolvendo salários, alimentação e falta de suporte da empresa.
Funcionários da empresa Gocil que atuam em diversas empresas de Botucatu, denunciaram uma série de problemas trabalhistas e operacionais que, segundo os relatos, vêm se acumulando há meses. Entre as principais reclamações estão atrasos no pagamento de salários e benefícios, suspensão da antecipação salarial sem aviso prévio, dificuldades relacionadas à alimentação dos colaboradores e falhas frequentes na cobertura operacional dos postos de trabalho.
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Documentos obtidos pela reportagem mostram que a situação chegou a ser formalmente questionada pelo SINDEEPRES, sindicato que representa trabalhadores terceirizados no Estado de São Paulo. Em um documento, o sindicato aponta que a Gocil “não está cumprindo com suas obrigações legais e convencionais”.
Na notificação, enviada em março de 2026, após denúncia de colaboradores ao sindicato de que o adiantamento salarial havia sido suspenso de forma imediata e sem prévio aviso, o Órgão afirma que a alteração do benefício exige anuência do trabalhador, conforme prevê a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), especialmente quando o adiantamento já faz parte da rotina habitual dos pagamentos.
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Além das questões salariais, os relatos também apontam problemas envolvendo a alimentação dos colaboradores. Trabalhadores afirmam que fornecedores responsáveis pelas refeições chegaram a suspender o atendimento em mais de uma ocasião devido a atrasos de pagamento.
Colaboradores da empresa tercerizada relataram ainda que receberam, no final da tarde da última sexta-feira (08), um comunicado da empresa informando que o pagamento previsto não seria realizado na data esperada. Segundo os trabalhadores, a mensagem atribuía a situação a dificuldades financeiras momentâneas e afirmava que os valores seriam regularizados nos dias seguintes.
A situação, porém, não estaria restrita apenas a Botucatu. Problemas semelhantes vêm sendo relatados por trabalhadores terceirizados da empresa em outras regiões do Estado de São Paulo.
Uma reportagem publicada pelo portal Diário dos Trilhos mostrou denúncias envolvendo vigilantes da Gocil que atuam em estações e linhas da CPTM, na capital paulista. Segundo os relatos divulgados pelo site, funcionários também reclamavam de atrasos salariais, pendências em benefícios e dificuldades financeiras decorrentes da falta de pagamentos regulares.
A reportagem mantém espaço aberto para manifestação oficial da Gocil sobre os fatos relatados pelos trabalhadores e documentos apresentados. A empresa foi procurada, mas até o momento não respondeu aos pedidos por comentários. Além disso, as empresas de Botucatu também podem encaminhar manifestações relacionadas aos fatos.