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Levantamento da Vigilância Ambiental em Saúde aponta mais de 580 atendimentos envolvendo pequenos mamíferos em diferentes bairros da cidade
O gambá foi o animal silvestre mais resgatado em área urbana de Botucatu ao longo de 2025, segundo balanço divulgado pela Vigilância Ambiental em Saúde (VAS). Ao todo, o município registrou 582 solicitações de resgate de pequenos mamíferos silvestres, envolvendo 10 espécies diferentes, com predominância expressiva da espécie Didelphis albiventris.
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De acordo com a VAS, somente em 2025 foram contabilizadas 543 ocorrências envolvendo gambás, número que supera com ampla margem os registros de outros animais. Também foram atendidos chamados envolvendo ouriços (19), roedores silvestres (6), lebres (3), cotias (3), tatus (3), cachorro-do-mato (2), além de registros isolados de esquilo, cuíca e lontra.
A Vigilância Ambiental explica que a presença do gambá em áreas urbanas é considerada natural, especialmente em locais com áreas verdes, quintais e oferta de abrigo e alimento. O animal costuma se refugiar em forros de edificações, depósitos, edículas, áreas de serviço e em materiais armazenados nos quintais, como telhas, madeiras, caixas e entulhos.
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Onívoro, o gambá se alimenta tanto de restos de comida descartados inadequadamente e ração deixada para animais domésticos quanto de frutos, insetos, escorpiões, serpentes e pequenos vertebrados. Por esse motivo, a espécie desempenha um papel importante no controle de pragas, contribuindo para o equilíbrio ambiental inclusive em áreas urbanizadas.
A VAS reforça que o gambá é um animal discreto, não agressivo e que evita o contato com pessoas, e orienta a população a não tocar, capturar ou alimentar animais silvestres. Em situações de risco, quando o animal estiver ferido ou em local inadequado, a recomendação é acionar os órgãos responsáveis.
Os pedidos de resgate podem ser feitos diretamente à Vigilância Ambiental em Saúde, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h. Fora do horário comercial, aos finais de semana e feriados, o atendimento ocorre por meio da Guarda Civil Municipal, pelo telefone 153. A convivência responsável, o respeito à fauna e a informação adequada são apontados como essenciais para garantir a segurança da população e a proteção dos animais silvestres.