20 de março, 2026

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Filhote de dinossauro do tamanho de um chester ganha nome de desenho animado coreano; conheça o ‘Dooly’

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O que parecia ser apenas um bloco de rocha com alguns ossos virou uma descoberta rara: um dinossauro bebê com partes do crânio preservadas, algo inédito na Coreia do Sul. A revelação só foi possível após o fóssil passar por uma espécie de “raio-X” de alta resolução, que expôs estruturas invisíveis por fora.

A nova espécie, chamada Doolysaurus huhmini, foi descrita por pesquisadores da Universidade do Texas, em Austin (EUA), em parceria com o Centro de Pesquisa de Dinossauros da Coreia (Korean Dinosaur Research Center). O achado marca a primeira identificação de um novo dinossauro no país em 15 anos, e a primeira vez que um fóssil local traz partes do crânio preservadas.

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“Dooly é um personagem icônico na Coreia. Todas as gerações conhecem”, disse o paleontólogo Jongyun Jung, que liderou o estudo. “E o nosso exemplar também é um juvenil, um ‘bebê’, então o nome caiu perfeitamente.”

Dooly, o pequeno dinossauro (à esquerda), com outros personagens do desenho animado popular coreano. (Foto: Doolynara)

O fóssil foi encontrado em 2023 na ilha de Aphae e pertence a um animal que tinha cerca de dois anos quando morreu. Do tamanho de um chester, o pequeno dinossauro ainda estava em crescimento, e os cientistas acreditam que, adulto, poderia chegar ao dobro disso. Há indícios de que o corpo era coberto por uma espécie de penugem.

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Para a pesquisadora Julia Clarke, a aparência provavelmente era mais fofa do que assustadora. “Acho que seria bem bonitinho. Talvez lembrasse um pequeno cordeiro”, afirmou.

Anatomia esquelética de um Doolysaurus huhmini juvenil. O gráfico destaca os ossos fossilizados que foram encontrados junto ao dinossauro. (Foto: Janet Cañamar, adaptado de Jung et al., 2026)

A surpresa veio quando o fóssil passou por uma tomografia micro-CT, tecnologia que permite “enxergar” o interior da rocha sem quebrá-la. Inicialmente, os cientistas haviam identificado apenas ossos das pernas e algumas vértebras. “Não esperávamos encontrar partes do crânio e tantos outros ossos. Foi um momento de bastante empolgação quando vimos o que estava escondido ali dentro”, contou Jung.

Os coautores do estudo Minguk Kim (à esquerda) e Hyemin Jo durante a descoberta e escavação iniciais do Doolysaurus. (Foto: Jongyun Jung)

Outro detalhe curioso ajudou a contar a história do animal: dezenas de pequenas pedras encontradas junto ao fóssil. Conhecidas como gastrólitos, elas eram engolidas para ajudar na digestão — o que indica que o dinossauro tinha uma dieta variada, incluindo plantas, insetos e pequenos animais.

Doolysaurus viveu entre 113 e 94 milhões de anos atrás, no período Cretáceo. Ele pertence a um grupo de dinossauros bípedes que habitavam regiões da Ásia e da América do Norte.

A descoberta também reforça o potencial de novas tecnologias para revelar fósseis escondidos. Em vez de levar anos escavando manualmente a rocha, a equipe conseguiu mapear o esqueleto em poucos meses com a tomografia.

Agora, os pesquisadores apostam que outros fósseis completos podem estar ocultos da mesma forma. “Esperamos encontrar novos dinossauros ou até ovos fossilizados na região”, disse Jung.

Interpretação artística de um Doolysaurus huhmini juvenil. Ele é retratado ao lado de aves e dinossauros não avianos que viveram durante o período Cretáceo no que hoje é a Coreia do Sul. (Foto: Jun Seong Yi)

Fonte: Um Só Planeta

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