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A morte de uma caminhante no Colorado, em um ataque suspeito de leão-da-montanha, aborda novamente um fenômeno monitorado por órgãos ambientais no oeste dos Estados Unidos: o aumento do número de pessoas em áreas naturais eleva a frequência de encontros com grandes predadores.
De acordo com o Colorado Parks and Wildlife, este foi o primeiro ataque fatal atribuído a um leão-da-montanha no estado desde 1999. Dados indicam que, apesar de a espécie estar amplamente distribuída na região, episódios com morte humana são exceção, narrou o New York Times.
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Ao mesmo tempo, o órgão estadual destaca dois fatores que ajudam a explicar o aumento de avistamentos e interações: populações estáveis e saudáveis de leões-da-montanha e crescimento contínuo da população humana, especialmente em áreas próximas a florestas, trilhas e zonas de montanha. Essas regiões, conhecidas como áreas de transição entre ambientes urbanos e silvestres, têm atividades recreativas como caminhadas e esportes ao ar livre.
No inverno, os encontros tendem a ser mais frequentes. Segundo o Colorado Parks and Wildlife, leões-da-montanha acompanham o deslocamento de presas naturais, como veados e alces, que se aproximam de áreas mais baixas e frequentemente utilizadas por pessoas.
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Nos últimos meses, a agência havia registrado relatos recorrentes de presença de leões-da-montanha na região onde ocorreu o ataque, inclusive interações com animais domésticos. Como medida preventiva, placas de alerta foram instaladas.

Especialistas em gestão ambiental apontam que o cenário observado no Colorado se repete em outros estados do oeste americano: mais uso humano de áreas naturais resulta em mais encontros com a vida silvestre, sem que isso represente, necessariamente, uma mudança no comportamento agressivo dos animais. Casos fatais continuam estatisticamente raros, mas ganham visibilidade justamente por ocorrerem em um contexto de maior presença humana no habitat de grandes predadores.
As autoridades seguem investigando o episódio para confirmar a causa da morte e reforçam que a coexistência entre pessoas e fauna silvestre depende de monitoramento constante, informação ao público e planejamento do uso do território.
Fonte: Um Só Planeta