EUA dizem que vão continuar a pressão sobre a Venezuela até que haja ‘eleições livres’

Os Estados Unidos apoiam uma solução negociada para a crise política na Venezuela, mas manterão a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro até que haja eleições livres e justas no país, disse nesta quarta-feira (26) o principal assessor do presidente Joe Biden para a América Latina.

Juan González, diretor para o Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional de Biden, enfatizou que Washington não deixará de exercer pressão sobre Caracas até que eleições transparentes sejam realizadas.

“Vamos continuar trabalhando com a comunidade internacional para pressionar o regime a tomar medidas concretas para eleições livres e justas”, afirmou González durante uma teleconferência com jornalistas.

González reiterou que Biden não reconhece a autoridade de Maduro por considerar sua reeleição em 2018 ilegítima e vê o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, devido ao seu status de líder da Assembleia Nacional “eleita democraticamente” em 2015.

“Vemos um processo negociado que leva a eleições livres e justas como o caminho a seguir”, enfatizou González, afirmando que as negociações têm de ser “sérias”, “concretas”, “irreversíveis” e “com prazo limitado”.

Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela, cumprimenta o então conselheiro Jared Kushner ao chegar à Câmara dos EUA para ouvir discurso de Donald Trump nesta terça-feira (4) — Foto: Brendan Smialowski/AFP
Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela, cumprimenta o então conselheiro Jared Kushner ao chegar à Câmara dos EUA (Foto: Reprodução)

Ele ressaltou que, caso estas negociações fracassem, os Estados Unidos manterão sua política de pressão na Venezuela.

“Estamos trabalhando ativamente para ampliar o consenso internacional em favor da democracia no país”, disse González.

O assessor de Biden afirmou não poder falar em “conversas específicas” entre Maduro e a oposição a respeito da negociação.

Ainda no governo Donald Trump, em janeiro de 2019, os EUA foram o primeiro país a reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela, acompanhado pelo Brasil e por um grupo de países sul-americanos.

Negociações emperradas

Montagem coloca Maduro e Guaidó lado a lado em imagens de arquivo — Foto: STF / AFP
Nicolás Maduro e Juan Guaidó (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos não estão envolvidos “em nenhum tipo de preparação” que possa estar ocorrendo, nem podem alegar que a Noruega, que apoiou tais negociações no passado, está desempenhando um papel agora, disse o assessor de Biden.

Maduro encerrou as negociações patrocinadas pela Noruega em agosto de 2019, rejeitando duras sanções econômicas dos Estados Unidos, principal apoiador internacional de Guaidó.

Em 11 de maio, Guaidó propôs a retomada das negociações com Maduro, uma mudança de seu objetivo anterior de destituir o presidente do poder e instaurar um governo de transição para organizar novas eleições. Os Estados Unidos se manifestaram a favor da iniciativa de Guaidó.

A Venezuela, governada por Maduro desde 2013, vive um desastre social e econômico que, segundo a ONU, resultou no êxodo de 5,6 milhões de pessoas do país nos últimos anos.

Fonte: Yahoo!

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