EUA anuncia que receberá 125 mil refugiados em 2022, o dobro de 2021

O governo de Joe Biden anunciou nesta segunda-feira (20) que os Estados Unidos vão receber 125 mil refugiados em 2022, o dobro deste ano, em meio à forte pressão pela chegada de migrantes de América Central e Haiti, além de outros que fogem de países como o Afeganistão.

Biden causou polêmica em abril ao se recusar, em um primeiro momento, a aumentar o limite de 15 mil refugiados estipulado por seu antecessor, Donald Trump.

O magnata republicano fez da luta contra a imigração ilegal uma das bandeiras de sua Presidência.

Diante das críticas que recebeu dentro de seu próprio campo político, Biden aumentou o limite em maio para 62.500 pessoas que podem se estabelecer território americano com status de refugiado em 2021.

Para o ano fiscal de 2022, no entanto, essa cifra será aumentada para 125 mil.

“Hoje (20), o Departamento de Estado reafirma o nosso compromisso de receber refugiados segundo a nossa longa tradição de oferecer um refúgio seguro e uma oportunidade às pessoas que fogem da perseguição”, afirmou o porta-voz Ned Price.

“Com o mundo enfrentando deslocamentos globais e necessidades humanitárias sem precedentes, os Estados Unidos estão comprometidos em liderar os esforços para oferecer proteção e promover soluções duradouras às crises humanitárias”, acrescentou Price em nota.

O anúncio acontece no momento em que Washington se propõe a ajudar milhares de pessoas que trabalharam para as forças americanas no Afeganistão a fugirem do país para serem reassentadas nos Estados Unidos.

Alguns deles poderiam entrar no país amparados pelo programa de refugiados, enquanto outros seriam acolhidos pelo programa de “vistos especiais de imigrante”.

O anúncio também chega enquanto as autoridades americanas tentam repatriar milhares de migrantes que cruzaram a fronteira dos Estados Unidos a partir do México e se instalaram em Del Rio, Texas, nas últimas semanas.

Muitos desses migrantes são haitianos que fogem da instabilidade política, de terremotos, furacões e da insegurança.

Fonte: Yahoo!

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