27 de abril, 2026

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Estudo da Unesp de Botucatu identifica maior desequilíbrio vaginal em mulheres que se relacionam com mulheres

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Pesquisa indica maior incidência de vaginose bacteriana nesse grupo e reforça importância do acompanhamento de saúde

Um estudo conduzido por pesquisadoras da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), identificou diferenças na microbiota vaginal de mulheres que se relacionam exclusivamente com outras mulheres em comparação àquelas que mantêm relações apenas com homens.

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De acordo com o artigo científico publicado recentemente, mulheres que fazem sexo com mulheres apresentam maior incidência de vaginose bacteriana, condição caracterizada pelo desequilíbrio da microbiota vaginal. O estudo apontou que cerca de 40% desse grupo apresentou a alteração, enquanto entre mulheres que se relacionam com homens o índice foi de 14%.

A pesquisa faz parte de um projeto desenvolvido há 12 anos pelo Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu, em parceria com a Universidade Federal do Paraná. Ao todo, foram analisadas amostras de 109 participantes, sendo 54 mulheres que tiveram relações exclusivamente com mulheres e 55 com homens.

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As cientistas utilizaram o sequenciamento do gene rRNA 16S, técnica considerada padrão-ouro para identificação de bactérias. Apesar das diferenças na microbiota, o estudo não identificou aumento significativo na incidência de infecções sexualmente transmissíveis, como HPV, HIV, clamídia e candidíase entre os grupos.

Segundo as pesquisadoras, uma microbiota vaginal saudável costuma ser composta majoritariamente por bactérias do tipo Lactobacillus, que ajudam a proteger o organismo contra infecções. A redução desses microrganismos pode favorecer o surgimento de condições como a vaginose bacteriana, que pode causar sintomas como odor e aumento do corrimento.

Além do desconforto, o desequilíbrio pode trazer riscos à saúde reprodutiva, como maior suscetibilidade a infecções, doença inflamatória pélvica e complicações na gestação.

O estudo reforça a importância do acompanhamento regular de saúde para todas as mulheres e destaca a necessidade de mais pesquisas sobre a saúde de mulheres que fazem sexo com mulheres, grupo ainda pouco explorado na literatura científica.

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