Tudo o que você precisa saber para morar em Portugal

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Estados Unidos, Canadá e Portugal estão entre os destinos mais desejados por profissionais que têm vontade de trabalhar fora do seu país de origem, segundo um estudo realizado pela companhia de recrutamento Talenses.

A procura por Portugal, que ocupa a terceira posição, vem crescendo muito no Brasil nos últimos anos. De acordo com a assessoria do Consulado Geral de Portugal, de 2017 para 2018, os pedidos de visto de brasileiros interessados em trabalhar por lá aumentaram 46%.

Para você que também compartilha dessa vontade, o Infomoney preparou uma lista de informações importantes para programar a viagem. Veja a seguir.

Visto

Não é necessário que brasileiros tenham visto para entrar em Portugal, entretanto, ele é indispensável para aqueles que pretendem ficar no país por mais de 90 dias.

Há diferentes tipos de vistos, a maioria com validade de 4 meses. Quem quer trabalhar, pode solicitar os descritos abaixo.

Visto para exercício de atividade profissional subordinada (D1).

Ele é voltado para brasileiros que já vão para Portugal com um trabalho garantido e pretendem permanecer no país por mais de um ano. Para consegui-lo é necessário apresentar o contrato de trabalho, uma carta redigida pela empresa e comprovantes de moradia e meios de sobrevivência em Portugal.

Visto para prestadores de serviço (D2).

Costuma ser mais solicitado por advogados, médicos e profissionais que prestam serviços. Para emissão do visto, deve haver uma declaração da ordem portuguesa na qual a pessoa está inscrita comprovando sua capacidade para exercer a profissão no país.

Visto para o exercício de uma atividade profissional altamente qualificada (D3).

Específico para quem tem qualificações elevadas, como professores em alguma instituição de ensino superior ou colaboradores em centros reconhecidos pelo Ministério da Educação e Ciência, este visto exige a apresentação de um contrato de trabalho e um comprovante das habilitações acadêmicas que o profissional possui.

Outro tipo de visto, agora voltado para quem morar lá depois de aposentado, o visto de residência para aposentados ou titulares de rendimentos (D7) solicita um comprovante de renda mensal superior a um salário mínimo de Portugal, que é de 676,67 euros, ou R$ 2.875,94. Essa renda pode ser por meio da aposentadoria ou pensão, aluguel de imóveis e aplicações financeiras.

SEF, NIF, NISS

SEF significa Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e é um dos órgãos mais importantes, pois regula todo o processo migratório e garante a residência de estrangeiros brasileiros no país. Ao chegar na Europa, é necessário de apresentar ao serviço, que analisa novamente a documentação submetida no Brasil e emite um cartão válido em um ano. A residência deve ser renovada a cada 2 anos.

O NIF, Número de Identificação Fiscal, é como se fosse o CPF do Brasil. Este número permite ao estrangeiro abrir uma conta bancária e alugar um imóvel, por exemplo. Ele deve ser solicitado aos Órgãos de Finanças em Portugal e necessita de um representante fiscal.

O NISS é a identificação de segurança social. Equivale ao PIS brasileiro e garante os direitos básicos do trabalhador. Ele deve ser emitido pela empresa empregadora.

Empregos

Se você planeja trabalhar em Portugal pode começar a procurar, ainda no Brasil no LinkedIn ou em sites como: net-empregos; expressoemprego.pt; itjobs.pt; emprego.sapo.pt; empregosaude.pt; turijobs.pt; cargadetrabalhos.net; alertaemprego; indeed.pt; neuvoo.pt; trabalhocerto.pt; careerjet.pt; empregoXL; portofortalent.

Seguro de saúde

Um dos requisitos para morar no país é o seguro médico internacional. Existe um acordo entre Brasil e Portugal que permite que os brasileiros tenham direito a saúde pública portuguesa.

Para isso, é necessário solicitar um documento chamado PB4 no Ministério da Saúde no Brasil e validar em algum órgão de saúde em Portugal. No entanto, como a saúde pública no país é paga, o PB4 não isenta os gastos de saúde, apenas permite que o brasileiro pague o mesmo valor que os portugueses.

Custo de vida e moradia

Especialistas recomendam que os brasileiros busquem, inicialmente, um alojamento temporário, em sites como Airbnb, para depois alugar temporariamente.

Segundo um levantamento feito pelo site Euro Dicas, o aluguel de uma moraria de um apartamento de 52 metros quadrados no país é, em média, 450 euros mensais. Em Lisboa, esse valor pode ser 30% mais caro.

Os preços para luz e água são, em média, 40 euros por pessoas no verão e combos de TV e internet, 80 euros. Em relação aos gastos com supermercados, são estimados 120 euros por adulto e 60 euros por criança.

 

Fonte: Yahoo!

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