Reconhecer as qualidades do seu filho ajuda a desenvolver a autoestima?

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Mãe de primeira viagem ou não, a cada filho, um novo aprendizado começa. E um dos mais delicados é como desenvolver a autoestima dos pequenos de modo saudável. Faz bem elogiar a criança? Ela entende quando está sendo reconhecida? Não vai virar um adulto arrogante? Afinal, como fazer isso? “Depende de como são comunicados estes elogios”, diz a PSICÓLOGA INFANTIL MARIANA FREIRE, especialista em crianças e adolescentes e terapeuta de famílias e casais.

A autoestima da criança se constrói a partir dos feedbacks que vai recebendo do ambiente familiar, “especialmente de seus pais e de sua própria observação de si mesma. Então, OS ELOGIOS PRECISAM SER COERENTES COM A REALIDADE e não obedecerem um padrão estático (fazer sempre os mesmos ou muito genéricos)”, explica Mariana.

Foto: Bigandt_Photograp/istock

O elogio DEVE SER MUITO MAIS FOCADO NO COMPORTAMENTO DO QUE NAS HABILIDADES.” Quando elogiamos muito uma habilidade de um filho, por exemplo, ‘você é ótimo em matemática’, a tendência dele é buscar manter este reconhecimento dos pais e fixar seu interesse em atividades que envolvam está sua habilidade, deixando de se arriscar em outras áreas, onde talvez não seja tão bom”, alerta a especialista.

CUIDADO COM OS EXAGEROS

Elogiar tudo o que seu filho faz também não é adequado. O motivo? “Banaliza e tira a eficiência do elogio quanto a modelagem da autoestima. A CRIANÇA PASSA A DEPENDER DE UM RECONHECIMENTO PARA TUDO O QUE FAZ, mesmo que seja algo simples. Além de criar um sentimento de insegurança em relação aos de fora, que certamente não irão repetir este padrão, ela fica com a sensação de estar sendo indiferente ao ambiente”, diz Freire.

Foto: Bigandt_Photograp/istock

MAS AFINAL, PARA QUE SERVEM OS ELOGIOS?

De acordo com a psicóloga, “para irem moldando a criança aos valores que a família entende serem prioritários. Para isso, DEIXE DE ELOGIAR COMPORTAMENTOS QUE CONDENA E FOQUE NAQUELES QUE DESEJA QUE PERMANEÇAM. Por exemplo: em uma briga entre o filho e um amigo ou irmão, pais que querem trabalhar o companheirismo ou a habilidade de negociação podem dizer algo como ‘meu filho, entendo que esteja chateado com seu amigo/irmão, mas brigar com ele vai resolver a situação? O que vocês poderiam fazer pra que os dois fiquem bem? Vocês se gostam tanto! Brigar só vai deixar os dois chateados. Encontrem uma solução para esta situação’.

Crianças que são confirmadas em sua capacidade de resolução de problemas, “crescem adultos seguros e habilidosos em sair, pelos próprios méritos, das situações difíceis que eventualmente se encontrarem. Além disso, CONFIAM EM SEU PODER DE REAÇÃO E SÃO FOCADAS EM SEUS OBJETIVOS”, afirma a profissional.

Fonte: Daquidali

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